Chuvas deixam trilha de crateras em ruas da Vila Madalena

Feitas em 1940, galerias de águas pluviais do bairro já não suportam a força da água; já são pelo menos 7 grandes buracos

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2011 | 00h00

Falhas em galerias de águas pluviais resultaram em pelo menos sete crateras, algumas com mais de 3 metros de profundidade, em apenas quatro quadras da Vila Madalena, na zona oeste. A rede, de 1940, foi construída com a canalização do Córrego Verde e já não aguenta a pressão da água.

O número de buracos foi constatado pela reportagem na tarde de ontem. Todos estavam com cavaletes ou cones da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). No cruzamento das Ruas Abegoaria e João Moura, uma cratera bloqueia uma faixa de trânsito e cria lentidão. A 300 metros dali, na Praça Waldomiro Pregnolatto, um buraco surgiu durante a chuva de 11 de janeiro e engoliu um carro. Desde então, as Ruas Cipriano Jucá, Simpatia, Medeiros de Albuquerque e Abegoaria têm trechos interrompidos para obras de reparo.

O professor da FEI Jorge Giroldo diz que galerias pluviais não são feitas para suportar grande pressão. "Elas são o que chamamos de conduto livre, no qual a água é transportada pela ação da gravidade. Com volumes além da capacidade, a pressão acaba rompendo a estrutura." Segundo ele, manutenção preventiva diminui o risco de que a pressão da água estoure os canos.

Segundo Lucila Lacreta, do Movimento Defenda São Paulo, a última grande revisão na Vila Madalena foi feita na gestão de Luiza Erundina (1992-1996).

Em nota, a Prefeitura diz que as galerias da Vila Madalena "são regularmente vistoriadas pela Subprefeitura de Pinheiros" e o problema "será sanado em definitivo após a construção do piscinão da Rua Abegoaria, que tem influência em toda a região".

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