Nacho Doce/Reuters
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Chuvas 'acertam' região e nível do Cantareira sobe pelo 5º dia seguido

O principal reservatório de São Paulo opera com 6,1% nesta terça; outros quatro também tiveram alta e Rio Grande ficou estável

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2015 | 09h16

SÃO PAULO - Após registrar a maior chuva de fevereiro, o Sistema Cantareira, principal manancial de São Paulo, aumentou o volume de água nos seus reservatórios pelo quinto dia consecutivo, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), publicado nesta terça-feira, 10. O nível de outros quatro mananciais também subiu. A exceção, pelo segundo dia seguido, foi o Sistema Rio Grande, que se manteve estável.

Nesta terça, o Cantareira opera com 6,1% da sua capacidade: 0,2 ponto porcentual a mais do que no dia anterior, quando estava com 5,9%. O atual cálculo da Sabesp já considera duas cotas do volume morto, uma de 182,5 bilhões e outra de 105 bilhões de litros de água, que foram acrescentadas em maio e outubro de 2014, respectivamente.

Sobre a região do manancial, a pluviometria foi de 35,5 milímetros - a maior deste mês. O volume de chuva fez a pluviometria acumulada de fevereiro saltar para 121,1 milímetros, o que corresponde a cerca de 61% do valor esperado para o mês inteiro.

O Cantareira não registra nenhuma queda há nove dias, período em que o manancial conseguiu recuperar 1,1 ponto porcentual da sua capacidade.

Outros mananciais. Além do Cantareira, outros quatro mananciais tiveram aumento e apenas o Sistema Rio Grande ficou estável, em 78,8%. Proporcionalmente, o Guarapiranga foi, mais uma vez, quem teve a maior alta, de 0,8 ponto porcentual. O reservatório opera com 54,2% da capacidade, ante 53,4% do dia anterior.

Por sua vez, o Alto Tietê subiu 0,1 ponto porcentual e está com 12,7% - número que leva em conta 39,4 bilhões de litros do volume morto. Já os Sistemas Rio Claro e Alto Cotia subiram 0,2 ponto porcentual e operam com 31,3% e 33,3%.

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