Chuva volta a dificultar tráfego na Rio-Santos

Estrada teve deslizamentos em vários pontos; ventos derrubaram árvores e viraram lancha

Reginaldo Pupo - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

03 Janeiro 2015 | 13h33

SÃO SEBASTIÃO - Uma forte chuva voltou a atingir a cidade de São Sebastião, no litoral norte paulista, e interditou totalmente a Rodovia Rio-Santos, menos de dez dias depois do temporal da véspera do Natal alagar ruas e deixar 70 desalojados. A chuva da noite de sexta-feira veio acompanhada de rajadas de ventos e raios, destelhou casas e derrubou árvores.

O vendaval pegou de surpresa turistas que passeavam em uma lancha entre as Praias da Baleia e Cambury, na costa sul. A embarcação virou e os ocupantes, incluindo três crianças, acabaram salvos por uma lancha que passava pelo local e era rebocada por uma moto aquática. As próprias vítimas teriam declarado a testemunhas que não usavam coletes salva-vidas. Os turistas foram encaminhados a uma marina na Praia de Boiçucanga, sem ferimentos. Na lancha, que quebrou e estava sendo rebocada, havia outras quatro crianças, uma delas recém-nascida.

A forte chuva alagou bairros e derrubou árvores nas regiões sul e norte de São Sebastião, deixando moradores e turistas aflitos. Diversas ruas de Maresias, Boiçucanga, Paúba e Juqueí tiveram problemas com galhos de árvores. Em Boiçucanga, uma árvore interditou a Rua Jaú.

Moradores da cidade criaram grupos de auxílio nas redes sociais para troca de informações sobre as chuvas. Em um deles, intitulado Grupo Emergência Desastres Naturais Costa Sul de São Sebastião, os internautas trocam informações sobre a previsão do tempo para o dia e se comunicam para saber como está a situação dos bairros durante temporais. O grupo já tem 2.492 integrantes. Além disso, muitos moradores e até turistas utilizam os grupos para fazer doações de roupas e mantimentos.

Por medida de segurança, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) interditou temporariamente o trecho do km 147 da Rodovia Rio-Santos, na costa sul do município, que já estava parcialmente fechado pelo risco de meia pista desmoronar, em consequência das chuvas de dezembro. No fim da manhã de ontem, na altura da Praia de Toque Toque Pequeno, o fluxo foi retomado no sistema “pare e siga”.

Na altura da Praia do Guaecá, por volta das 21 horas de anteontem, um veículo foi atingido por pedras que deslizaram do morro. Ninguém se feriu. Mas em um trecho de aproximadamente 50 quilômetros da rodovia havia cerca de dez pontos de deslizamento na manhã deste sábado.

Na região da Praia de Maresias, por exemplo, o fluxo continuava lento ontem nos dois sentidos da rodovia. O trecho mais crítico era entre Caraguatatuba e Ubatuba, com 19 quilômetros de lentidão. Ao meio-dia, havia morosidade também entre São Sebastião e Guarujá, nos dois sentidos. O motorista fazia o percurso em 2h30, ante os cerca de 40 minutos habituais. Outros gargalos eram notados nos quilômetros de 214 a 211 (nos dois sentidos), no km 193 (sentido São Sebastião) e no km 55 (sentido Caraguatatuba).

Demais rodovias. Ainda no litoral norte, o movimento foi tranquilo ontem no Sistema Ayrton Senna-Carvalho Pinto, mas na Rodovia dos Tamoios o tráfego começou a se intensificar no sentido São José dos Campos pela manhã. Por causa da chuva, muitos turistas decidiram antecipar o retorno. Havia gargalos no km 34 e no km 18.

O mesmo ocorreu no litoral sul. Por volta das 11 horas, a Ecovias registrava movimento médio de 6.100 veículos por hora na subida pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, enquanto 3.600 carros desciam a serra. Nesse horário, o movimento era tranquilo no sentido interior-capital por Via Dutra, Castelo Branco e Raposo. Já a Régis apresentava lentidão do km 48 ao km 44. /COLABORARAM FÁBIO DE CASTRO e ZULEIDE DE BARROS, ESPECIAL PARA O ESTADO

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