ALEXANDRE SERPA/FUTURA PRESS
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Chuva provoca 8 pontos de alagamento em SP; bombeiros recebem 108 chamados

Corporação informou não haver registro de vítimas; 43 famílias ficaram desabrigadas em Ribeirão Preto

Bruno Ribeiro e José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

17 de outubro de 2018 | 20h10
Atualizado 17 de outubro de 2018 | 20h42

SÃO PAULO E SOROCABA - O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo registrou oito pontos de alagamento nas ruas da capital paulista após uma forte tempestade atingir a cidade na tarde desta quarta-feira, 17. Até as 19h40, seis deles ainda estavam intransitáveis, comprometendo o tráfego no horário de pico da tarde. O Corpo de Bombeiros recebeu ao menos 108 chamados para atendimentos decorrentes da tempestade.

Artérias importantes para o trânsito da zona leste registraram alagamentos, como as Avenidas Aricanduva (com enchente perto da Avenida Itaquera) e Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello, que ficou alagada em dois pontos: na Praça Ruy Roxo e próximo à Rua Américo Vespucci. Na zona sul, os alagamentos foram na Avenida das Nações Unidas ­(Marginal do Pinheiros), na altura da Ponte Transamérica, e na Avenida Interlagos, na ligação com a Avenida das Nações Unidas.

Entretanto, às 19 horas, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava congestionamento de 70 quilômetros nas vias da cidade, número considerado dentro da média para o horário.

A zona sul chegou a ficar em estado de alerta (quando, além de alagamentos, há risco do transbordamento de rios e córregos) em bairros como Cidade Ademar e Ipiranga.

Dos pedidos de socorro, o Corpo de Bombeiros informou ter recebido 50 chamados para atendimento de enchentes, além de 55 decorrentes de queda de árvores e três para deslizamentos de terra. Mas, segundo a sala de imprensa da corporação, não houve registro de vítimas até as 20 horas.

Famílias desabrigadas no interior

Um temporal destelhou casas, derrubou árvores e alagou bairros inteiros, nesta quarta em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Moradores foram retirados das casas alagadas com o uso de barcos. No bairro mais atingido, a comunidade Locomotiva, na zona norte, mais de uma centena de barracos ficaram alagados, afetando as 370 famílias que moram no local. 

O Corpo de Bombeiros utilizou barcos infláveis para resgatar os moradores, sobretudo mulheres, idosos e crianças. A Guarda Civil deslocou viaturas para socorrer os desalojados. Conforme a prefeitura, 43 famílias procuraram ajuda e foram encaminhadas para abrigo provisório na Casa de Passagem. A Secretaria de Assistência Social forneceu refeição e distribuiu cobertores e colchões. 

Na Vila Virginia, na Via Norte e na Avenida Francisco Junqueira, carros ficaram parcialmente submersos ou foram arrastados pela correnteza. O órgão municipal de trânsito registrou acidentes com motos e veículos em razão de um "apagão" nos semáforos. Um trecho da Via Norte foi interditado por causa do acúmulo de lama e detritos. A pista só deve ser liberada nesta quinta-feira, 18. Áreas comerciais também foram atingidas pela inundação. Houve perdas de materiais em lojas e mercadinhos.

Chuvas intensas alagaram ruas e avenidas em São Carlos, também no interior. Na Avenida Getúlio Vargas, pessoas que estavam em pontos de ônibus tiveram que subir nos bancos para escapar da inundação. Uma grande cratera voltou a se abrir na Rua Episcopal, no centro. 

Em Vargem Grande do Sul, o Rio Verde e o Córrego Santana transbordaram, arrastando carros. Várias casas e o prédio da Associação Comercial foram alagados.

Já em Porto Ferreira, a Escola Municipal Ruth Barroso Teixeira ficou inundada, após ter o telhado danificado pelo temporal. As aulas foram suspensas e serão retomadas nesta quinta.

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