Chuva perde força e São Paulo sai do estado de atenção

Em algumas regiões, houve queda de granizo; Aeroporto de Congonhas teve que operar por instrumentos

Elvis Pereira, estadao.com.br

01 de outubro de 2008 | 20h54

A chuva perdeu força e o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) retirou São Paulo do estado de atenção às 19h30 desta quarta-feira, 1º. O estado havia sido decretado às 16h55. Segundo o CGE, deve continuar chovendo na capital até a madrugada. Até as 19 horas, o índice pluviométrico médio da cidade bateu em 6,9 milímetros. A zona norte respondeu pelo maior volume, com 11,2 mm, seguida pelo Centro, com 11 mm.   Mosteiro de São Bento, no largo de mesmo nome, sob chuva na região central de São Paulo   Houve queda de granizo em pontos dos bairros do Pacaembu, da Água Branca e do Limão. Uma árvore caiu sobre uma casa na Rua Olímpio Tomás Fernandes, 43, no Piqueri, mas ninguém se feriu. As ruas e avenidas da cidade acumularam somente três pontos de alagamento, todos em situação transitável. No Aeroporto de Congonhas, as rajadas de ventos chegaram a 45 km por hora.   O mau tempo obrigou o terminal a funcionar com o auxílio de instrumentos para pousos. Além disso, desde as 16 horas, há espaçamento de 8 minutos para vôos com destino ao Nordeste e de 5 minutos para as demais regiões. A Aeronáutica informou que a situação é decorrente de medidas complementares que tiveram de ser aplicadas por conta da atualização, na madrugada, da base de dados do sistema de sinal de um radar na área do Centro de Controle Brasília.   Até as 20 horas, Congonhas acumulava o maior número de vôos com atrasos superiores a 30 minutos em todo o País. De 228 vôos, 55 partiram fora do horário previsto, o equivalente a 24,1% do total. Outros 22 foram cancelados (9,6%). O Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, que opera por instrumentos, teve o segundo maior volume, com 29 atrasos (16,6%) e 9 cancelamentos (5,1%) em 175 vôos. Os dados são da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).

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