Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Chuva para trens e causa alagamento em São Paulo

Linha 7-Rubi da CPTM teve circulação paralisada; alagamento também interditou trecho da Rodovia Anhanguera no sentido interior

O Estado de S. Paulo

03 de novembro de 2014 | 17h23

Atualizado às 22h57

SÃO PAULO - A chuva que atingiu São Paulo na tarde desta segunda-feira, 3, causou transtornos aos usuários do transporte público da capital e da região metropolitana e aos motoristas que passavam pela Rodovia Anhanguera.

Por volta das 17h30, a Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) teve a circulação paralisada entre as Estações Franco da Rocha e Baltazar Fidelis por causa de um deslizamento de terra. As Linhas 1-Azul e 3-Vermelha do Metrô circulavam em velocidade reduzida no fim da tarde por causa de água na via. À noite, a Linha 11-Coral da CPTM teve falha no sistema de energia e os trens pararam de circular entre as Estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera.

A Rodovia Anhanguera, no sentido interior, também foi parcialmente bloqueada, às 18 horas, por causa de um alagamento na região de Cajamar, na altura do km 36. Segundo a concessionária CCR Autoban, o congestionamento nesse sentido da via chegou a seis quilômetros por volta das 19 horas.


As pancadas atingiram parte da capital e foram mais intensas entre os municípios de Pirapora do Bom Jesus, Cajamar, Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato. Nesses locais, pessoas chegaram a ficar ilhadas por causa de inundações e tiveram de ser resgatadas.

A zona norte da capital ficou em estado de atenção para alagamentos por uma hora. Apesar disso, nenhum ponto de alagamento foi registrado. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), no Sistema Cantareira houve forte precipitação entre 15 e 16 horas. Na manhã desta segunda, o nível do sistema havia caído em relação ao dia anterior, de 12,1% para 11,9% da capacidade.

Itu. Casas que estão sem água na torneira há vários dias foram alagadas pela chuva que caiu na tarde desta segunda em Itu, região de Sorocaba. Os alagamentos aconteceram em bairros próximos do centro e que são abastecidos uma vez a cada dois dias. A cidade está sob racionamento desde fevereiro. Moradores aproveitaram a chuva para encher baldes e armazenar água. 

Em Santa Bárbara d’Oeste, na região de Campinas, um temporal deixou pelo menos dez pessoas desabrigadas e 12 mil sem energia elétrica, entre a noite de domingo e a madrugada de segunda. Com 56,5 milímetros em poucas horas, a chuva, com rajadas de vento, causou alagamentos, destelhou casas e derrubou árvores.

Duas casas foram condenadas pela Defesa Civil. A água inundou residências e deixou moradores em pânico. Em uma, vizinhos tiveram de arrombar a porta para retirar uma família. As três represas da cidade não tiveram os níveis alterados e há risco de desabastecimento. 

Um frente fria é prevista para chegar nesta terça-feira ao sul e ao litoral do Estado, intensificando as chuvas nos próximos dias. A temperatura deve cair. A previsão é de que hoje o tempo fique abafado na capital. No fim da tarde, o tempo pode mudar e há possibilidade de trovoadas.

Protesto. Pelo menos 50 pessoas fecharam na noite desta segunda a Avenida Castelo Branco, em Bauru, para protestar contra a falta d’água. Eles queimaram pneus e o trânsito precisou ser desviado. Os manifestantes, entre eles crianças e idosos, eram moradores dos bairros Jardim Ouro Verde e Granja Cecília. “Um dos líderes me disse que eles estão sem abastecimento há uma semana. Nós respeitamos o protesto”, afirmou o tenente Victor Felix Tozi Bonfim, do Corpo de Bombeiros.

A crise da água foi discutida na sessão da Câmara Municipal de Bauru nesta segunda. Multa de 50% do valor da conta para quem desperdiçar água não é descartada. Os vereadores também sugeriram a decretação do estado de emergência. O racionamento afeta moradores de 158 bairros da cidade. / MÔNICA REOLOM, JOSÉ MARIA TOMAZELA e SANDRO VILLAR, ESPECIAL PARA O ESTADO

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