Chuva na Grande SP é mais intensa do que no Sistema Cantareira

Segundo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da capital, volume registrado nesta sexta-feira é significativo na Bacia do Alto Tietê, mas fraco na região do principal manancial paulista

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

26 Setembro 2014 | 17h04

Atualizada às 20h19

SÃO PAULO - A chuva que caiu nesta sexta-feira, 26, em São Paulo foi mais intensa na Região Metropolitana do que no Sistema Cantareira, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da capital paulista. Os maiores índices pluviométricos foram registrados na região leste da Grande São Paulo, onde ficam as represas do Sistema Alto Tietê, o segundo maior manancial paulista, que também enfrenta uma grave crise de estiagem.

Segundo o Sistema de Alerta e Inundações do Estado de São Paulo (SAISP), choveu 61,4 milímetros em Salesópolis, onde fica a Represa Ponte Nova, 59,2 mm em Mogi das Cruzes, onde fica o reservatório Jundiaí, e 45,8 mm em Biritiba-Mirim, onde fica a barragem que leva o mesmo nome da cidade. Nesta sexta, o Alto Tietê estava com 11,9% da capacidade, nível mais baixo de sua história.


Desde o início do ano, o manancial tem sido usado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para abastecer alguns bairros da capital que antes eram atendidos pelo Cantareira, o principal sistema, que atendia 45% da Região Metropolitana. Até o início da noite desta sexta, contudo, a intensidade das chuvas na região de Bragança Paulista, onde ficam as maiores represas do Cantareira, oscilavam de fraca a moderada.

"Foi uma chuva forte e generalizada na Grande São Paulo no período da tarde que está associada à instabilidade provocada por uma frente fria. Essa instabilidade avançava em direção ao norte do Estado, inclusive passando pela região das represas do Cantareira", explicou o meteorologista Marcelo Pinheiro, da Climatempo. Segundo ele, a tendência é que as pancadas de chuva no Estado continuam até o de 1º. de outubro.

Segundo a Sabesp, que opera e monitora as chuvas nos mananciais que abastecem a Grande São Paulo, o balanço da pluviometria acumulada nos reservatórios só seria concluído na manhã deste sábado. A Sabesp acredita que a sequência de chuvas prevista pode até elevar o nível das represas, que só caem desde abril. Nesta sexta, o Cantareira estava com 7,2% da capacidade, nível mais baixo da história. Desde julho, o sistema opera exclusivamente com água do volume morto, a reserva profunda dos reservatórios. 

Na capital, segundo a Climatempo, choveu nesta sexta 19 milímetros em quatro horas, índice mais significativo desde o dia 3 deste mês, quando choveu 17,6 mm. Segundo o CGE, a chuva deixou só quatro pontos de alagamento na cidade, mas foi o suficiente para quebrar  50 semáforos e provocar até 207 quilômetros de congestionamento, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).



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