Aloisio Mauricio / Fotoarena - 05/03/2022
Aloisio Mauricio / Fotoarena - 05/03/2022

Chuva na cidade de SP causa alagamentos e queda de mais de cem árvores

Moradores também relatam falta de energia e queda de granizo; zonas oeste, norte e sul foram as mais atingidas

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2022 | 18h43

A chuva intensa que atingiu a cidade de São Paulo na tarde deste sábado, 5, causou quedas de árvores e alagamentos em bairros das zonas oeste, sul e norte. Também foram registradas queda de granizo e interrupções no fornecimento de energia elétrica, o que atrasou o início da partida entre São Paulo e Corinthians, no estádio do Morumbi, pelo Campeonato Paulista.

Em balanço divulgado às 17 horas, o Corpo de Bombeiros informou que recebeu 105 chamados para atendimento de quedas de árvores, além de dez para enchentes. Nenhuma ocorrência havia sido aberta para deslizamentos, desabamentos e soterramentos até aquele momento.

Segundo a Defesa Civil de São Paulo, a chuva intensa atingiu especialmente as zonas oeste, sul e norte paulistanas, com a ocorrência de raios, e cidades vizinhas, como Osasco. Além disso, foram registrados ao menos oito pontos de alagamentos “intransitáveis”, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), da Prefeitura.

Dos alagamentos, sete eram em vias da subprefeitura da Lapa, na zona oeste: Rua Luis Murat, Rua Clélia (nas proximidades da Rua Venâncio Aires), Avenida Pompeia (nas proximidades da Avenida Francisco Matarazzo e da Rua Palestra Itália), Avenida Antártica (perto da Praça Marrey Jr.), Avenida Marquês de São Vicente (na altura da Praça Pascoal Martins) e Rua Trajano (na altura do Viaduto Comendador Elias Nagib Breim). Também foi registrado alagamento na Avenida Vitor Manzini (na altura do número 88), região da subprefeitura de Santo Amaro, na zona sul.

No início da semana, a forte chuva já havia castigado algumas regiões da cidade. No bairro do Ipiranga, na zona sul, por exemplo, várias ruas ficaram alagadas nas proximidades do Parque da Independência na terça-feira, 1.º.

O início de março com registro de temporais contrasta com o fevereiro menos chuvoso na cidade de São Paulo dos últimos 38 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Foram apenas 69,2 mm de precipitação ao longo do mês, volume só inferior aos 32,5 mm de fevereiro de 1984, o menor de toda a série histórica iniciada em 1943. Cada 1 mm equivale a 1 litro por metro quadrado.

O Sistema Cantareira, o principal para fornecimento de água na região, tinha 43% do nível dos seus reservatórios na sexta-feira. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) descarta risco de desabastecimento. Em nota, informou que as chuvas do início do ano, principalmente em janeiro, contribuíram com os mananciais, e as projeções são que de aumento no nível dos reservatórios ainda em março.

Veja alguns relatos de moradores de áreas atingidas pela chuva:

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.