Chuva: MP recomenda lei seca em Alagoas

Portaria também pede que a venda de bebidas alcoólicas seja proibida à noite e a criação de um cadastro de donativos

Ricardo Rodrigues / Maceió, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2010 | 00h00

O Ministério Público de Alagoas publicou ontem uma portaria no Diário Oficial do Estado com recomendações aos prefeitos e coordenadores das Defesas Civis das 21 cidades atingidas pelas enchentes. Entre as medidas, estão o toque de recolher a partir das 22 horas e a proibição da venda de bebidas alcoólicas à noite.

Segundo o procurador-geral de Justiça do Estado, Eduardo Tavares Mendes, as medidas foram tomadas levando em consideração a "existência de uma situação de anormalidade no Estado", causada pelas fortes chuvas que provocaram a destruição parcial de cinco cidades.

Segundo Mendes, delegacias e grupamentos policiais devem manter suas operações permanentes durante 90 dias.

Outra preocupação do MP é com relação à reconstrução das cidades atingidas ? a recomendação é que seja impedida qualquer recuperação ou reconstrução de edificações residenciais ou comerciais e prédios públicos nas áreas afetadas ou atingidas pelas enxurradas. As únicas construções permitidas são aquelas relacionadas aos equipamentos das áreas de lazer e esportes.

Prefeitos também foram orientados a criar um cadastro único dos beneficiários de donativos, para assegurar a distribuição igualitária.

Salvador. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a chuva acumulada em Salvador de quinta-feira até domingo chegou a 216,1 milímetros, enquanto a média histórica para o mês é de 184,9 milímetros. A chuva causou 110 deslizamentos de terra, mas não há feridos. / COLABOROU TIAGO DÉCIMO

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