Maria Elisa Soares/Defesa Civil SP
Maria Elisa Soares/Defesa Civil SP

Chuva mata 1 e causa falta d'água no interior

Em Lins, motociclista foi atingido por árvore durante temporal; 200 mil moradores de Marília estão sem abastecimento após rompimento de adutora

Sandro Villar ESPECIAL PARA O ESTADO PRESIDENTE PRUDENTE, O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2011 | 00h00

Um motociclista morreu após ser atingido por uma árvore durante um temporal na sexta-feira, em Lins, no interior paulista. Igor Firmino Viana, de 21 anos, voltava para casa quando em uma avenida da cidade uma árvore caiu e o feriu na cabeça, rachando seu capacete. Em Marília, a chuva de sexta-feira causou o rompimento de uma adutora. Cerca de 200 mil habitantes estão sem água. Não há previsão para a normalização do serviço.

A chuva também deixou, desde sábado, cerca de 300 pessoas ilhadas no distrito Camponesa, em Lins, após o temporal estourar a tubulação das casas, abrindo um grande buraco na única saída do distrito. Segundo a coordenadora da Defesa Civil da região, Maria Elisa, um caminho alternativo foi preparado pela prefeitura para quem quiser sair da cidade: é preciso percorrer uma distância de 18 quilômetros para chegar à sede do município.

De acordo com a Defesa Civil, 10 pessoas já haviam morrido no Estado por causa das chuvas desde o início da Operação Verão, em 1.º de dezembro, até a última sexta-feira: 2 na capital, 2 em Mauá, 4 em Jundiaí, 1 em Tatuí e 1 pessoa em Limeira - a morte do motociclista de Lins ainda não havia entrado no cálculo. Até sexta, contabilizavam-se também 11 feridos em decorrência de acidentes provocados pelos temporais: 8 na capital, 2 no ABC e 1 em Osasco.

Torneiras secas. Sem água por quase três dias, comerciantes e donas de casa de Marília reclamavam ontem. "No sábado, não podia usar o banheiro, tive de gastar R$ 250 para comprar 50 galões de água mineral. Entra prefeito e sai prefeito e o problema continua", desabafou Marcio Leandro de Oliveira, de 30 anos, que trabalha como gerente da Churrascaria Casa Grill.

Já a dona de casa Marilda Affonso Alves Vaz, de 39 anos, preparou o almoço de domingo, mas não lavou a louça com medo de faltar água. Ela criticou a "má administração do município". "A cidade é como uma casa que precisa ser bem administrada", avaliou. Marilda disse que, mesmo sem água, o consumidor não tem desconto na conta. "Já reclamei, e o (Departamento de Água e Esgoto de Marília) Daem disse que a conta sobe por causa do ar que entra no cano", disse. O Estado tentou localizar técnicos do Daem, mas até o fechamento desta edição, ontem à noite, ninguém havia sido encontrado.

Previsão. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, a semana vai ser de instabilidade em todo o Estado, com possibilidade de chuvas fortes, especialmente no sul, centro e leste, incluindo a capital. Hoje, a previsão é de chuva moderada a forte, com trovoadas e rajadas de vento durante o dia. A partir de quarta-feira, uma frente fria se aproxima de São Paulo e deve provocar pancadas de chuva e céu encoberto em todo o Estado. / COLABOROU NATALY COSTA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.