Chuva intensa deve atingir Minas e Rio nos próximos dias

Um fenômeno climático conhecido entre os meteorologistas como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) é um dos fatores que explicam a maior intensidade das chuvas na Região Sudeste nesta época do ano. Com a atmosfera mais quente e maior evaporação das águas, é formado um canal de umidade desde o sul da Bacia Amazônica.

Andrea Vialli, O Estado de S.Paulo

14 Janeiro 2011 | 00h00

"Os ventos espalham essa umidade pelos Estados das Regiões Centro Oeste e Sudeste. Isso ajuda a explicar as fortes pancadas de chuva e também a persistência das chuvas por vários dias seguidos", explica o meteorologista José Felipe Farias, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo Farias, o fenômeno deve persistir até a terça-feira da semana que vem.

A meteorologista Bianca Lobo, da Climatempo, alerta que a região serrana do Rio deverá receber chuvas intensas nos próximos dias. "O risco de chuvas mais fortes persiste nos Estados do Rio e Minas Gerais", diz.

Além do corredor de umidade, as fortes chuvas também são consequência da evaporação local - as "ilhas de calor" formadas pelo concreto e impermeabilização do solo nas cidades, que levam à formação de chuvas locais. Em regiões serranas, a geografia montanhosa ainda favorece a formação de cabeças d"água - chuvas localizadas que aumentam o volume de água dos rios. "Tudo isso contribuiu para agravar as enchentes na região serrana."

Aquecimento global. Meteorologistas afirmam que ainda não é possível afirmar que a intensificação das chuvas é consequência direta das mudanças climáticas. "As chuvas de janeiro não são atípicas. Esses fenômenos são normais. É prematuro falar em consequências do aquecimento global", diz Bianca.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.