Hélvio Romero/ Estadão
Hélvio Romero/ Estadão

Chuva forte provoca alagamentos em São Paulo

Importantes vias da cidade estão interditadas. A orientação é para que as pessoas não saiam de casa

Redação, O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2020 | 10h46

A forte chuva que caiu sobre São Paulo entre a noite deste domingo, 9, e a manhã desta segunda-feira, 10, causou alagamentos e desabamentos, deixou motoristas ilhados e veículos submersos, interditou estações de ônibus, provocou a formação de filas no metrô e fez escolas cancelarem as aulas. O metrô opera normalmente, a linha 8 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) está paralisada, e o rodízio para carros e caminhões está suspenso. A orientação é para que as pessoas não saiam de casa. 

Importantes vias da cidade estão interditadas, como as Marginais Pinheiros e Tietê, em vários trechos, Avenida Braz Leme (zona norte), Avenida Olavo Fontoura (zona norte), Avenida Santos Dummont (região central), Avenida Dr. Gastão Vidigal (zona oeste) e Avenida Dr. Chucri Zaidan (zona oeste).

Bombeiros fazem o resgate de motoristas que estão ilhados, usando botes e remos e também helicópteros. Motoristas que não conseguiram sair a tempo do caminhão subiram no teto para aguardar socorro. Veículos comuns estão submersos. Há locais em que a água subiu quase 3 metros.

A estação Palmeiras-Barra Funda está lotada nesta manhã. Os passageiros conseguem chegar de metrô até o local, mas ficam presos na estação porque os ônibus estão parados. Há aglomeração no entorno. Os aeroportos operam normalmente.

Segundo Marcos Palumbo, portal-voz do Corpo de Bombeiros, até a manhã desta segunda, a corporação recebeu mais de 4 mil ligações, que resultaram em 300 ocorrências. Foram registrados ao menos 35 deslizamentos de terra na cidade. Não há informações sobre mortos.

As aulas estão mantidas nas redes municipal e estadual de Educação. Já as escolas particulares adotaram medidas diferentes. Parte decidiu manter as portas abertas para receber os alunos que conseguiram chegar, mas há unidades que suspenderam o funcionamento nesta segunda-feira, como o Colégio Santa Cruz, na Vila Leopoldina, que amanheceu coberto pela água. A recomendação é telefonar para a escola para entender se haverá ou não aula, lembrando que a orientação dos bombeiros é para que as pessoas não saiam de casa.

As piscinas da parte social da sede do São Paulo Futebol Clube, no Morumbi, na zona sul, estão cobertas de lama. A direção do clube ainda não se manifestação.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura de São Paulo, em fevereiro já choveu 180 mm - o esperado para o mês são 216 mm. A previsão é de que a chuva continue ao longo do dia. 

O temporal e os alagamentos mobilizam as redes sociais nesta manhã. Enquanto internautas mostravam os estragos causados pela chuva perto de casa ou no caminho do trabalho, outros comemoravam o fato de não conseguir sair de casa.

Reportagem publicada pelo Estado em 10 de janeiro, após um dia de chuva forte, mostrou que a Prefeitura vai entregar até o fim do ano um número menor de piscinões prometidos para a cidade. No início da gestão João Doria e Bruno Covas (PSDB), era prevista a construção de 19 reservatórios na capital, mas só 13 devem ficar prontos até o fim do ano. Em nota, a Prefeitura disse que, ao fim do mandato, a cidade terá 54% piscinões a mais do que antes.

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