Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Chuva esvazia parque e enche shopping em SP

Cafeterias dos centros de compra foram as mais disputadas; no Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital, marquise foi a opção

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

08 de setembro de 2015 | 08h05

SÃO PAULO - O tempo chuvoso desta segunda-feira, 1º, espantou o paulistano dos parques municipais no feriado da Independência. Vagas de sobra nos estacionamentos e espaço à vontade para quem decidiu aprender a andar de bicicleta ou colocar a caminhada em dia. Cenário diferente dos shoppings da cidade, onde houve disputa por mesinhas nas cafeterias.

O Parque do Ibirapuera, por exemplo, só estava lotado na marquise, mas mesmo assim com espaço para andar de skate ou patinar no piso liso. “Sabia que estaria chovendo, mas aqui dá para brincar à vontade”, disse o produtor musical Gustavo Dias, de 29 anos, que havia levado o filho para andar de skate com ele no local. “Acho que a gente tem de aproveitar que não está trabalhando e sair, mesmo que não esteja aquele calorão”, disse.

Dias, que não mora com o filho, um menino de 7 anos, conta que já havia combinado o passeio antes do feriado. “Perguntei ‘na hora H’ se ele queria desistir e ir no cinema, ele disse que não”, contou o rapaz. “Ele puxou a mim”, brincou o pai, sem esconder o orgulho do menino que arriscava algumas manobras na prancha de rodinhas.

Mas o parque também tinha gente que acabou por ir ao lugar porque já não tinha como mudar de planos. “Colocamos as bicicletas no carro de manhã, quando o tempo estava feio, mas sem chuva. Começou a pingar mais forte quando a gente já estava aqui. Então continuamos. Quando chegar em casa, a gente dá um banho quente nas crianças”, afirmou a professora Beatriz dos Campos Souza, de 41 anos, que veio de Osasco para passear de bicicleta com os filhos no parque. “Eles andam de bicicleta na rua de casa, no bairro. Quem não andava faz tempo era a gente.”

Beatriz e o marido trouxeram os três filhos para o parque - que não reclamaram da chuva para a mãe, segundo contou. Estavam entre os poucos que, durante a garoa, permaneceram nas pistas de asfalto.

Shopping. Já o movimento nos shoppings era diferente: com uma sacola de compras ou outra nas mãos, os frequentadores passearam com o andar sem pressa típico de um domingo. No Iguatemi, na zona oeste, lotadas ficaram as cafeterias, embora as lojas também tivessem certo movimento. 

“Minha mulher disse que queria um sapato, então viemos para cá. Sinceramente, não tinha nada para fazer em casa. Vamos aproveitar para comer em algum lugar quando sairmos daqui”, disse o gerente de projetos Henrique Guimarães, de 54 anos, enquanto aguardava, olhando uma vitrine de relógios, sua mulher experimentar roupas em uma loja. “Achei até que fosse estar mais cheio”, contou o homem.

As amigas Lucia Azumi, de 26 anos, e Isabela Cotin, de 28, afirmam que tinham outros planos para a cidade nesta segunda-feira. “Ela (Isabela) mora no Rio e veio para minha casa no feriado. A gente tinha pensado em fazer outras coisas, mas acabamos acordando tarde e ficamos sem muitas opções”, contou Lucia.

“À noite, a cidade tem mais opções, a chuva não atrapalha muito se a gente vai em um lugar que não tem filas. Mas, à tarde, você ou fica em casa ou acaba indo para o shopping, mesmo”, disse a amiga carioca.

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