Chuva equivalente à de 10 dias trava SP e alaga Itapevi

Capital paulista registrou o segundo pior congestionamento da história pela manhã: 245 km; cidade vizinha teve até aula suspensa

CLARICE CUDISCHEVITCH , DANIELLE VILLELLA , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2012 | 02h01

As chuvas fortes na madrugada e na manhã de ontem causaram trânsito recorde no semestre na capital e alagaram bairros na área central de Itapevi, na região oeste da Grande São Paulo. A expectativa é de que a chuva continue hoje, mas moderada.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume de água chegou a 44,3 mm (cerca de 1/3 da média histórica de novembro, que é de 140 mm, ou o equivalente a 10 dias). A medição ocorreu no Mirante de Santana, na zona norte. Cada milímetro de chuva equivale a um litro de água por metro quadrado. A precipitação começou de madrugada e se intensificou por volta das 7h, causando alagamentos e apagando semáforos.

Muita gente tirou o carro da garagem e o resultado foi o segundo pior engarrafamento da história pela manhã: às 10h, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava 245 km de ruas lotadas e com trânsito travado. Pior que isso só no dia da paralisação do metrô de 23 de maio, que registrou 4 km a mais de trânsito: 249 km. A média para o horário é de 106 km de lentidão.

Já às 19h, o trânsito estava tranquilo: 39 km, enquanto a média fica entre 89 km e 110 km.

E não faltou quem levasse o dobro do tempo para chegar ao destino. O comerciante Icaro Rubens Foina, por exemplo, saiu de São Caetano do Sul, onde mora, na direção de Alphaville, às 7h. Levou quatro horas no trajeto, que costuma fazer em 45 minutos. "Depois, fui de Alphaville para o Brás e o percurso, que costuma demorar 40 minutos, levou 1h30", reclama.

Grande São Paulo. Já em Itapevi, até a rotina de escolas e comércio foi alterada. Foram registrados alagamentos na região central da cidade e nos bairros Jardim Vitápolis, Jardim Dona Elvira, Jardim São Carlos, Jardim Sorocabano e Amador Bueno. "Tivemos de fechar as portas da loja às 10h para não perder mercadorias", disse um vendedor da Avenida Cesário de Abreu.

De acordo com a Prefeitura, o Rio Barueri-Mirim transbordou, entre as 6h e 13h30, afetando ainda as cidades vizinhas de Jandira, São Roque e Cotia. Equipes dos bombeiros foram até as margens, atenderam 100 chamados e prestaram socorro a 60 famílias, que tiveram casas alagadas em uma altura entre 5 centímetros e 1 metro de água. Os alagamentos ainda suspenderam as aulas em escolas municipais nos bairros de Jardim Vitápolis e Jardim Santa Rita.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.