Tiago Queiroz/Estadão
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Chuva em São Paulo derruba hangar e fecha terminal de ônibus

No Morumbi e na Consolação, houve queda de granizo. Em Congonhas, as rajadas de vento chegaram à velocidade de 85 km/h

O Estado de S. Paulo

08 Janeiro 2015 | 18h31

Atualizada às 23h20

SÃO PAULO - A forte chuva acompanhada de granizo que atingiu a capital, no fim da tarde desta quinta-feira, 8, deixou pelo menos 24 pontos de alagamento, fechou um terminal de ônibus e causou o desabamento de um hangar particular, no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. De acordo com a Prefeitura, do total de pontos alagados na cidade, dez eram intransitáveis.

No Morumbi e na Consolação, houve queda de granizo registrada por volta das 18h40. O Terminal Bandeira, na região central, precisou ficar fechado por mais de meia hora por causa da água acumulada. Segundo a São Paulo Transporte (SPTrans), a entrada e saída de ônibus ficou comprometida entre as 18h45 e as 19h19. Durante esse tempo, não houve partidas de coletivos.

De acordo com o Metrô, as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha precisaram circular com velocidade reduzida. Por precaução, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) precisou também fechar o Túnel do Anhangabaú, no centro, no sentido bairro. Os agentes da companhia chegaram a levar um barco para ficar de prontidão na região, mas o uso do equipamento não foi necessário.

 Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), ventos de 85 km/h atingiram a região do Aeroporto de Congonhas, o que causou o desabamento de um hangar particular. Os destroços caíram sobre uma aeronave, mas, de acordo com o Corpo de Bombeiros, ninguém ficou ferido. O aeroporto operou parcialmente para pousos e decolagens até o início da noite. 

O CGE colocou parte da cidade em estado de atenção às 18h06. Dezesseis minutos depois, a condição foi ampliada para toda a cidade. A pista expressa da Marginal do Pinheiros, na altura do Viaduto Eusébio Matoso, em Pinheiros, na zona oeste, ficou intransitável pelo acúmulo de água. 

Por volta das 20 horas, a CET já registrava pelo menos 35 árvores caídas, 77 semáforos em manutenção e outros 30 sem energia, segundo o site Sinal Verde, da companhia.

Rescaldo. Ainda havia semáforos quebrados e árvores caídas pelas ruas por causa da chuva de quarta. Em um condomínio na esquina das Ruas Maria Baumann Mendonça e Professor Brito Machado, em Itaquera, na zona leste, carros amanheceram virados. Parte do muro do condomínio foi derrubada pela força das águas, e os veículos foram arrastados.

O Córrego Tiquatira, no bairro vizinho da Penha, transbordou na tarde de quarta. / COLABOROU FELIPE RESK

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