Chuva em Minas e no Rio causa mortes e prejuízos

Prédio desabou em Belo Horizonte e matou um homem; na região serrana fluminense, 300 moradores tiveram de deixar suas casas

O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2012 | 03h02

A chuva deixou dois mortos e dois desaparecidos em Minas. Uma das vítimas morreu no desabamento de um prédio que havia sido interditado pela Defesa Civil minutos antes. O edifício de dois andares, em Belo Horizonte, ruiu no início da madrugada. Bombeiros conseguiram resgatar 11 pessoas, mas um homem não resistiu e uma mulher ficou ferida.

A outra vítima das chuvas foi uma mulher de 78 anos levada pelas águas quando tentava salvar seus animais de estimação em Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata mineira. A pequena cidade está debaixo d'água e moradores ilhados precisaram ser resgatados de helicóptero.

O número de mortes pode crescer ainda mais porque duas pessoas estão desaparecidas no interior. Desde sábado, bombeiros procuram uma senhora de 74 anos que mora às margens de um córrego que transbordou em Santo Antônio do Rio Abaixo, no centro do Estado. A casa dela desabou na enchente. Um homem também está desaparecido no norte do Estado. O carro em que ele estava caiu em um rio.

No Estado, cerca de 40 rodovias têm restrição de tráfego por causa de acidentes ou interdições causadas por quedas de barreiras e árvores. Próximo de Ouro Preto, a BR-356 está parcialmente interditada depois de deslizamentos de terra.

Só nos dois primeiros dias de 2012, choveu em Belo Horizonte mais de 50% do esperado para todo o mês de janeiro, segundo informou ontem a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A média estimada para o mês é 274 milímetros, mas da 0h de domingo às 16h de ontem o volume de água alcançou 163 milímetros. As previsões da Cemig são de mais chuva hoje, principalmente na regiões norte e do Vale do Rio Doce.

Rio. Na região serrana do Rio, cerca de 300 moradores de Nova Friburgo tiveram de deixar suas casas anteontem à noite por causa do risco de inundações e deslizamentos. No fim de semana, em 48 horas também choveu o esperado para 15 dias, o que deixou a cidade em alerta até as 21 horas de ontem, quando a chuva diminuiu e a Defesa Civil da cidade mudou o estado para atenção.

Quase um ano após a maior catástrofe natural da história do País - mais de 900 pessoas morreram na região serrana -, a população reclama de atraso nas obras de prevenção na cidade. "Não está acontecendo nada, continua tudo a mesma coisa", diz o pastor Ari da Silva.

Campinas. Em Campinas, bombeiros procuram menino de 5 anos levado pela enxurrada durante temporal. O garoto estava com a mãe, Maria Queiroz, quando foi levado pela correnteza ao atravessar um córrego. / FABIO GRELLET, TATIANA FÁVARO, TIAGO ROGERO E ALINE RESKALLA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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