Chuva e deslizamentos matam 3 na região serrana do Rio

Acesso a Teresópolis ficou fechado por medida preventiva; até as 23h, cerca de mil pessoas já tinham ido para abrigo

FELIPE WERNECK / RIO, O Estado de S.Paulo

07 Abril 2012 | 03h04

Um temporal matou pelo menos três pessoas ontem à noite em Teresópolis, na região serrana do Rio. Até as 23 horas, cerca de mil pessoas haviam saído de suas casas e seguido para abrigos, segundo a Defesa Civil municipal. A forte chuva provocou a interdição da Rodovia Rio-Teresópolis nos dois sentidos, por medida de prevenção.

As três vítimas morreram soterradas após deslizamentos de terra nos bairros do Bom Retiro e Quinta Lebrão. O casal e o adolescente de 14 anos que morreram não foram identificados.

Criado após a enxurrada que matou mais de 900 pessoas na região serrana em janeiro do ano passado, o Sistema de Alerta de Cheias do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) emitiu alerta máximo. O sistema sonoro foi acionado em bairros onde havia maior risco de desabamentos. Moradores eram orientados a deixar seus imóveis e seguir para os pontos de apoio.

O secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Sérgio Simões, seguiu para Teresópolis às 21h30. Até o fim da noite de ontem, haviam sido registrados deslizamentos de terra em oito pontos.

A Rio-Teresópolis foi interditada às 20 horas. De acordo com a concessionária da rodovia, a medida ocorreu por precaução.

Em Nova Friburgo, o Rio Bengalas transbordou, alagando alguns trechos da cidade. Até as 23 horas, não havia informações sobre vítimas. Também houve interdição de um trecho da RJ-142, que liga os distritos de Mury e de Lumiar.

Em janeiro, o Estado mostrou que os governos federal e estadual anunciaram investimentos de R$ 1,1 bilhão para recuperação das cidades atingidas pela chuva na região serrana do Rio após a tragédia, mas menos de um quarto (23,8%) disso havia sido aplicado um ano depois. Quando a tragédia completou um ano, nenhuma das 6 mil casas prometidas pela presidente Dilma Rousseff para desabrigados havia sido construída.

Histórico. A tragédia na região serrana, em janeiro de 2011, deixou 905 mortos e 346 desaparecidos. Municípios localizados em área de 2,3 mil km² sofreram os efeitos de deslizamentos.

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