Márcio Fernandes/AE
Márcio Fernandes/AE

Chuva de 2h volta a causar transtornos e SP registra recorde de lentidão no ano

Houve pane em trens e no metrô, árvores caíram e bairros ficaram sem luz

O Estado de S.Paulo,

08 Março 2013 | 22h07

A chuva de quase duas horas na tarde desta sexta-feira provocou o maior congestionamento do ano na cidade de São Paulo. Houve pane em trens e metrô, árvores caíram, registraram-se 38 pontos de alagamentos e alguns bairros ficaram sem luz. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) decretou estado de atenção em toda a capital - no Ipiranga, zona sul, determinou-se situação de alerta.

De acordo com o CGE, houve queda de granizo na Avenida Paulista, e as rajadas de vento chegaram a 50 km/h. Às 18h30, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) relatou 261 km de lentidão - 4.ª maior da história. O recorde é de 295 km (junho de2012) . Até esta sexta-feira, o maior congestionamento no ano havia sido marcado no dia 1.º de fevereiro, com 187 km de lentidão.

A via expressa da Marginal do Tietê, sentido Ayrton Senna, era o trecho com maior lentidão, com 20,5 km parados, mas as consequências foram sentidas em toda a cidade. O advogado Daniel Berselli, por exemplo, demorou 1h10 apenas para ir do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, até o Paraíso. "Trânsito caótico", reclamou no Twitter. Segundo a CET, às 20h ainda havia 113 semáforos apagados e 55 piscando em amarelo. De acordo com o site da companhia, 31 árvores caíram na cidade.

Alagamentos

Até o início da noite, havia o registro de 20 locais inundados, intransitáveis. Na Rua Ascendino Reis (Vila Clementino, zona sul), por exemplo, a enxurrada durou cerca de 30 minutos e deixou veículos boiando e várias árvores derrubadas. O alagamento ocorreu próximo do Tribunal de Contas do Município (TCM), mas não houve nenhum dano sério, segundo seus assessores. Assim que a chuva começou, as pessoas que estavam em edifícios próximos foram aconselhadas a levar seus carros para outros lugares.

Nem todo mundo teve a mesma sorte. Gestora de um restaurante na Ascendino, Joyce Mendes presenciou o carro de um colega ser encoberto pela água. "Foi muito rápido, coisa de dez minutos. Estávamos trabalhando e, de repente, o estrago já havia acontecido no carro. É um absurdo que a água suba tão rápido", disse.

Vários bairros da capital ficaram sem luz à tarde e muitos deles ainda permaneciam no escuro no início da noite. Segundo a AES Eletropaulo, um circuito que abastece ruas da Vila Madalena foi interrompido, dexando vários quarteirões sem luz. Ruas tradicionalmente de bares como Aspicuelta e Harmonia estavam sem abastecimento. Em Pinheiros, Perdizes, Jardins e Paraíso também havia relatos de problemas. Segundo a AES Eletropaulo, equipes estavam trabalhando para resolver o problema o quanto antes.

Transporte

A chuva também causou transtornos nos sistemas do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Um raio atingiu a rede elétrica dos trens da Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana), entre as Estações Comendador Ermelino e São Miguel Paulista. O transporte foi feito por ônibus gratuitos entre as estações afetadas.

Outro raio provocou danos no sistema de sinalização dos trens da Linha 9-Esmeralda da CPTM, na região do Grajaú (zona sul). No metrô, a circulação foi afetada na Linha 2-Verde e na Linha 3-Vermelha, mas voltou à normalidade antes das 18 horas, segundo a assessoria da companhia.

Colaboraram Breno Pires, Caio do Valle, Danielle Villela, Diego Cardoso, Juliana Deodoro e Luciano Bottini Filho

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