Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Chuva dá trégua e vazão de rios de SP diminui

Recuo indica que bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí seguem dependentes das chuvas, o que aumenta risco de desabastecimento

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

23 Fevereiro 2015 | 17h36

SOROCABA - Depois de um fim de semana quase sem chuvas, os rios das bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), que sofrem influência do Sistema Cantareira, apresentaram forte queda de vazão nesta segunda-feira, 23. Em média, o nível estava a menos de um terço do que atingiu após as chuvas da semana passada. O recuo indica que o sistema continua muito dependente das chuvas, o que aumenta o risco de desabastecimento na área do PCJ - regiões de Campinas, Jundiaí e Piracicaba - a partir de abril, quando começa o período de estiagem.

O Rio Piracicaba, o principal da região, refluiu de 301,5 metros cúbicos por segundo na sexta-feira para 92,5 na medição da tarde desta segunda-feira, 23. A vazão do Rio Atibaia, que abastece Campinas e outras cidades da região, caiu de 60,3 m3/s para 27,1 no ponto de captação de Campinas, enquanto a vazão do Rio Jaguari, oscilou de 52,6 para apenas 9,4 metros cúbicos por segundo em Morungaba. Apesar da queda, a vazão de referência desses rios era considerada boa, segundo a Sala de Situação do Consórcio PCJ.

Na média, as vazões estavam bem acima do nível de alerta - quando os usuários são informados sobre a possibilidade de terem de adotar medidas de restrição. Uma portaria conjunta da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), publicada no final de janeiro, estabelece redução de 20% na captação para abastecimento público e uso animal quando a vazão cai abaixo do nível de alerta. Para uso industrial e agrícola, a redução é de 30%. Desde que as novas regras entraram em vigor, não houve necessidade de reduzir as captações, já que as chuvas ajudaram a manter a vazão dos rios.


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