Chuva causa 217 km de lentidão, a maior do ano

23 de Maio e Radial Leste tiveram trechos interditados e Congonhas ficou fechado para pousos e decolagens

O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2012 | 03h00

Fortes temporais deixaram mais de 40 pontos de alagamento e causaram um congestionamento de 217 km na cidade de São Paulo, às 19h. Foi a maior lentidão do ano - o recorde histórico é de 293 km, em junho de 2009.

A cidade chegou a ter 46 pontos de alagamento até meia-noite, 13 deles intransitáveis, incluindo trechos da Radial Leste, Ibirapuera, Rubem Berta, Professor Luís Inácio de Anhaia Melo e 23 de maio. A pior situação, no início da noite, era na Marginal do Pinheiros, que tinha 18 quilômetros de congestionamento.

Por volta das 17 horas, toda a cidade já se encontrava em estado de atenção, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). A zona leste foi a região mais castigada pelas chuvas. Na Mooca, pessoas chegaram a ficar ilhadas em um carro na Avenida Cassandoca. Quando a equipe do Corpo de Bombeiros chegou ao local, porém, a água já havia baixado e os passageiros haviam conseguido sair ilesos. Mesmo com precipitação menor, mantinha-se o estado de atenção nas regiões norte e central à meia-noite.

Árvore. Na Vila Prudente, zona leste, uma árvore caiu sobre um carro na Rua Fidelis Papini. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), pelo menos dez árvores caíram em toda a cidade por causa da chuva.

O Aeroporto de Congonhas, na zona sul, ficou fechado para pousos e decolagens entre as 16h51 e as 17h27. Quatro voos que pousariam no terminal foram desviados para Campinas.

Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), das 168 partidas previstas às 17h, 18 atrasaram e 26 foram canceladas. O Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, continuou aberto, operando com ajuda de instrumentos. Dos 172 voos programados, 16 atrasaram e 9 foram cancelados.

Previsão. A propagação de uma frente fria pelo litoral paulista muda o tempo nesse fim de semana, trazendo nebulosidade e temperaturas mais baixas. O meteorologista Michael Pantera, do CGE, afirmou que o calor e a chegada de uma frente fria ocasionaram as fortes chuvas na cidade. Hoje, a chuva deve continuar, mas sem a incidência de temporais como o de ontem. "Vai ser aquela chuva mais contínua e mais tranquila", disse Pantera. De acordo com o CGE, a previsão eleva o risco de inundações e transbordamento de córregos na capital paulista. / A.R.

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