Chuva aumenta risco de novos deslizamentos em lixão na Grande SP

'Pedimos a Deus que a chuva pare, a situação pode ficar ainda mais grave', diz responsável da Defesa Civil

Gustavo S. Ferreira, do estadão.com.br,

27 de abril de 2011 | 21h08

SÃO PAULO - Os trabalhos realizados pela Defesa Civil no aterro sanitário de Itaquaquecetuba, onde aconteceu um deslizamento de grandes proporções na última segunda-feira, 25, acabam de ser interrompidos. Por volta das 20 horas e 15 minutos desta quarta-feira, 27, começou a chover moderadamente na região. Há riscos de novos desmoronamentos.

 

De acordo com Dirceu Baz, da Defesa Civil, mais deslizamentos são prováveis . "Pedimos a Deus que a chuva pare, a situação pode ficar ainda mais grave", afirma. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que nesta manhã retirou milhares de litros de chorume da montanha de lixo com um caminhão-bomba, também suspendeu sua atuação.

 

No momento, há tratores sobre as mais de 400 mil toneladas de lixo e terra derramadas sobre a Estrada José Sgobin. Teme-se que eles sejam envolvidos pelos dejetos se a chuva não parar. "O lixo e os sacos plásticos, com a chuva, tornam-se muito escorregadios", explica Baz. A área e seus arredores acabam de ser evacuados.

 

Outro agravante trazido pela chuva é a questão ambiental. Na segunda-feira, quantidades de chorume, líquido poluente gerado pelo lixo, escorreu para o córrego Taboãzinho. Ele desemboca no Rio Paraíba, que abastece o Vale do Paraíba. Com a água da chuva, fica impossível conter a vazão do material orgânico.

 

Limpeza urbana. Desde segunda-feira, 25, as cidades que utilizavam o lixão tiveram o serviço de coleta de detritos suspenso. Em todos os municípios que utilizavam o local - Mogi das Cruzes, Poá, Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Arujá, Salesópolis e Biritiba Mirim, além de Itaquaquecetuba - há lixo acumulado pelas ruas. A situação deve ser normalizada até o final desta semana.

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