Chuva atrasa último show de Madonna

Cantora começou a apresentação às 23h; arquibancadas tinham vários lugares vazios

O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2012 | 02h03

Com atraso de meia hora provocado pela chuva, Madonna deu início ao seu segundo show em São Paulo às 23h de ontem. Até a oitava música, a setlist foi a mesma do primeiro show, com um trecho de Papa Don't Preach inserida no fim de Gang Bang e seu mix de Express Yourself com Born This Way, de Lady Gaga. Depois a loira perguntou à plateia se é "gostosa" e cantou Celebration, que costuma cantar no fim do show.

Às 22h15, o atraso foi anunciado no Estádio do Morumbi: "Por problemas técnicos causados pela chuva, o show começará mais tarde do que o previsto".O público vaiou.

Às 22h30, a pista premium estava cheia, mas a comum tinha menos gente. Nas arquibancadas, espaços continuavam vazios, indicando uma média de público inferior à de terça-feira, que teve 58 mil pessoas.

Às 20h40, a dupla de DJs cariocas Felguk esquentou a pista com batidas de eletrônico comercial. Com os primeiros pingos de chuva, a plateia da pista VIP correu em direção à parte interna do estádio e por lá permaneceu cerca de uma hora. Enquanto isso, a equipe de Madonna removia a cobertura de borracha que cobre o palco e tirava o excesso de água com rodos.

Os primeiros fãs, que haviam chegado por volta das 4h da manhã, não encontravam dificuldade para ficar na frente do alambrado. "Vim nos dois dias e hoje está bem mais tranquilo do que ontem", disse um estudante que se identificou como Lucas.

Madonna não deu as caras antes do início do segundo show, como havia feito anteontem, ao presentear o público com passagem de som.

Na noite de anteontem, Madonna deixou a desejar com uma playlist que pecou pela falta de canções explosivas. Estava presente grande parte de sua coleção de hits - Express Yourself, Celebration, Vogue, Open Your Heart to Me, Like a Prayer -, mas as músicas eram intercaladas com o dance pop sonolento que a diva vem produzindo.

A ausência de Like a Virgin deixou fãs irritados. E os clássicos de sua carreira, embora executados com verve, afinação e carisma, não faziam o suficiente para sustentar a empolgação durante as duas horas de show. Vogue, por exemplo, com sua batida incandescente e figurino deslumbrante, poderia ser esticada além de seus três minutos para movimentar a plateia. Open Your Heart to Me, adaptada com um arranjo de percussão basco, pouco aproveitou a faísca melódica de seu refrão.

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