Sérgio Neves/Estadão
Sérgio Neves/Estadão

Chuva atinge todas as represas de São Paulo

Medição do Sistema de Alerta a Inundações em São Paulo apontou 40,2 mm na Represa de Atibainha, que faz parte do Cantareira

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

10 Dezembro 2014 | 20h30

Atualizada às 23h45

SÃO PAULO - O temporal que atingiu a cidade de São Paulo nesta quarta-feira, 10, causou alagamentos e o transbordamento de um córrego na zona leste e ainda formou uma correnteza capaz de arrastar veículos. Nas represas que abastecem a Grande São Paulo, houve pancadas generalizadas nos sistemas - e o Cantareira e o Alto Tietê registraram as precipitações mais intensas em semanas.

A cidade permaneceu em estado de atenção para alagamentos entre 15 horas e 18h30. Também choveu forte na região metropolitana: Osasco e Guarulhos tiveram ruas alagadas, de acordo com os bombeiros.

Na capital, a região de Itaquera, na zona leste, entrou em estado de alerta assim que o Córrego Verde, nas imediações da Avenida Jacu-Pêssego e da Avenida Imperador, transbordou. Carros e caminhões foram arrastados pela correnteza e as pessoas ficaram ilhadas. Dez veículos do Corpo de Bombeiros se dirigiram às áreas mais críticas da zona leste para ajudar os moradores. Não houve relato de pessoas desaparecidas nem desabrigadas, informou a Defesa Civil Municipal.

Sete pontos de alagamento intransitáveis foram registrados pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) no fim da tarde, todos na zona leste. Por causa dos transtornos pela cidade, o trânsito ficou acima da média até as 20 horas.

Segundo a empresa Climatempo, choveu 63 milímetros na região do Córrego Jacu, em Itaquera, até as 19 horas - índice mais alto da capital. A média para o mês de dezembro, registrada no Mirante de Santana, na zona norte, é de 200,7 mm.

Abastecimento. A Climatempo e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informaram que choveu em todas as represas de São Paulo. Nos Sistemas Cantareira e Alto Tietê, que estão com os níveis mais baixos entre os reservatórios, as chuvas foram moderadas e fortes no fim da tarde.

Medição do Sistema de Alerta a Inundações em São Paulo (Saisp) apontou 40,2 milímetros de precipitação na Represa Atibainha, em Nazaré Paulista, que faz parte do Cantareira. Esse é o segundo maior reservatório do sistema e, atualmente, o que apresenta a situação mais crítica: ele tinha nesta quarta 2,1% da capacidade, já contando a segunda cota do volume morto. “Não é possível afirmar que o nível dos sistemas vai aumentar, mas esperamos que ao menos permaneça estável”, disse a meteorologista Bianca Lobo, da Climatempo. Os dados serão divulgados hoje pela Sabesp.

O Sistema Cantareira, que atende 6,5 milhões de pessoas na região metropolitana, estava com 7,6% da sua capacidade na quarta, quando chegou à 26.ª queda consecutiva. Já o Alto Tietê, que abastece 4,5 milhões, tinha índice de 4,4% nesta quarta.

Previsão. A passagem de uma frente fria, aliada à formação de um sistema de baixa pressão sobre a Região Sudeste, vai favorecer a formação de nuvens carregadas nos próximos dias. Entre a noite de amanhã e a madrugada de sábado, são esperados os maiores volumes de chuva na capital e nas represas da região.

Hoje, há possibilidade de pancadas fortes e localizadas à tarde e temperatura máxima de até 28°C.

 

 

 

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