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Chove pouco e racionamento continua em 11 cidades de SP

Revezamento no abastecimento de água atinge mais de 1 milhão de pessoas. Em Sorocaba, represa do Ferraz está quase seca

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

10 Julho 2014 | 16h10

Atualizada às 20h58

SOROCABA - As chuvas leves da noite de quarta-feira e manhã desta quinta nas regiões de Sorocaba, Campinas e Ribeirão Preto não foram suficientes para mudar o nível dos reservatórios, reduzido ao mínimo em razão da estiagem que atinge o Estado desde janeiro. O racionamento oficial já atinge mais de 1 milhão de pessoas - considerando que o rodízio é parcial em Sorocaba. Nessa região, 11 cidades já adotaram o racionamento e outras correm o risco de cortes no fornecimento de água. Em Ribeirão são mais de 20 municípios com falta de água e 7 com o racionamento já iniciado: Casa Branca, Santa Rita do Passa Quatro, Batatais, Santa Cruz das Palmeiras, Tambaú, Dobrada e Viradouro.

Em Sorocaba, choveu 8 milímetros e o racionamento atinge moradores de 33 bairros das regiões do Éden e Aparecidinha, na zona leste da cidade. A Represa dos Ferraz, que abastece a região, está quase seca. Já em Saltinho, a população tem abastecimento seis horas por dia. Também estão com água racionada São Pedro, Cosmópolis, Valinhos, Santo Antônio de Posse, Rio das Pedras, Vinhedo e Cordeirópolis. 

Em Pereiras, o Ribeirão das Conchas, que abastece a cidade, praticamente secou e desde dezembro o sistema de captação está desligado. Para não deixar a população sem água, usam-se quatro poços a 210 metros de profundidade, mas a qualidade não é boa. Os bairros recebem essa água de 12 a 16 horas por dia - já em sistema de rodízio.

Em Campinas, o Rio Atibaia está operando praticamente no limite e há risco de faltar água. O manancial que abastece 95% da população vem sofrendo quedas bruscas na vazão. A Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) preparou um plano de racionamento, mas vem adiando a medida. 

Em Tambaú, na região de Ribeirão, a prefeitura está multando em um salário mínimo moradores que desperdiçarem água em atividades como lavar calçadas ou carros. Na cidade, com o fornecimento interrompido 15 horas por dia, a população tem estocado água na madrugada.

Mais afetados. Apesar de os municípios não declararem abertamente o racionamento, a falta de água, agravada pela seca, atinge milhares de moradores em cidades médias da região de Araçatuba, como Marília, Bauru e Araçatuba e menores, como Birigui, Santa Fé do Sul e Guararapes. Marília, por exemplo, está investindo R$ 9 milhões na perfuração de poços, instalação de adutoras, bombeamento e construção de reservatórios para evitar o desabastecimento de 130 mil pessoas. / COLABOROU CHICO SIQUEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO 

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