TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Mesmo com chuva, nível do Sistema Cantareira cai pelo 24º dia seguido

Pela primeira vez em agosto, pluviometria da região foi expressiva; todos os demais mananciais também sofreram queda de volume

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2015 | 09h38

SÃO PAULO - Mesmo com a maior chuva de agosto, o Sistema Cantareira, considerado o principal manancial de São Paulo, registrou sua 24ª queda seguida nesta terça-feira, 25, de acordo com boletim divulgado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Durante esse período, todos os outros sistemas hídricos perderam de forma consecutiva volume de água represada.

Segundo índice tradicional da Sabesp, o Cantareira opera com 16% da capacidade, já considerando duas cotas de volume morte. O valor é 0,1 ponto porcentual menor do que no dia anterior, quando o sistema estava com 16,1%. A contar do início da série negativa, o manancial já perdeu 2,7 pontos de água acumulada nos reservatórios.

A pluviometria registrada na região foi de 8,9 milímetros nas últimas 24 horas. Foi a primeira vez no mês que choveu forte sobre o Cantareira, responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas. O volume acumulado de chuvas, no entanto, está aquém da expectativa. Faltando seis dias para o fim do mês, foram apenas 9,9 mm, o que representa 28,7% do volume esperado para agosto. 

A última vez que o Cantareira registrou alta foi no dia 27 de julho, quando subiu de 18,8% para 18,9%. Antes, os reservatórios que compõem o sistema já haviam passado um mês sem aumentar o nível de água represada.  

No cálculo negativo, o Cantareira também caiu 0,1 ponto porcentual e está com - 13,3%. Queda semelhante foi registrada no terceiro índice do sistema, que aponta o manancial com 12,4%, contra 12,5% no dia anterior.

Outros mananciais. Atualmente responsável por atender o maior número de habitantes de São Paulo (5,8 milhões), o Guarapiranga completou 29 dias seguidos só registrando baixas. O sistema acumula 68,5% do volume armazenado de água - 0,3 ponto porcentual a menos do que no dia anterior. Antes da sequência negativa, o manancial estava com 77,1%.

Em crise ainda mais severa, o Alto Tietê chegou a 14,6% do volume armazenado, já considerando 39,4 bilhões de litros de água de uma cota de volume morto. No dia anterior, o índice era de 14,7%. Essa foi a 27ª baixa seguida do manancial.

O Sistema Alto Cotia foi quem sofreu a maior variação negativa, caindo 0,4 ponto porcentual nesta terça. Com a baixa, os reservatórios do sistema passaram de 54,6% para 54,2%. Tanto o Rio Grande quanto o Rio Claro desceram 0,1 ponto e operam com 82,5% e 61,2%, respectivamente.

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