Chokr será ouvido nesta segunda pela terceira vez em 24 dias

Advogado é acusado de pagar propinas a policiais para a máfia dos caça-níqueis

Agencia Estado

19 de junho de 2007 | 11h05

Em seu terceiro depoimento em 24 dias, o advogado Jamil Chokr será novamente questionado nesta segunda-feira, 18, sobre anotações e contabilidade encontradas em seu carro e em seu escritório. A polícia investiga o envolvimento dele com a máfia dos caça-níqueis e com o suposto pagamento de propinas a policiais civis pois o dinheiro foi encontrado em envelopes endereçados a distritos policiais de São Paulo. Chokr, que afirmou trabalhar para a empresa de caça-níqueis Reel Token, afirmou que recebeu o dinheiro da empresa como honorários pelo seu serviço. O advogado já afirmou, em seu segundo depoimento, que os R$ 27 mil achados em seu Vectra não serviam para o pagamento de propina a policiais. O advogado foi questionado ainda sobre os mapas da propina que seria paga aos policiais e disse que eles se referem apenas à quantidade de caça-níqueis existente ou apreendida na região de cada distrito policial da cidade. O advogado admitiu ser amigo de policiais, mas afirmou que não tem mais contato com muitos dos que constam em sua agenda.Sobre o dinheiro encontrado nos envelopes com os números dos distritos policiais anotados no lugar reservado ao destinatário da correspondência, Chokr afirmou que ele também se referia ao pagamento de honorários em razão da apreensão de máquinas de caça-níqueis na área de cada um dos 27 DPs listados e duas delegacias seccionais. A Corregedoria da Polícia Civil e a promotoria devem pedir à Justiça a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do advogado.

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