Chips somem de celular de advogada morta

Para a polícia, assassino retirou as memórias para dificultar rastreamento de ligações. Irmão de suspeito depôs ontem

Elvis Pereira, Josmar Jozino, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2010 | 00h00

Os dois celulares de Mércia Mikie Nakashima recuperados no Honda Fit dela estavam sem chip. A polícia acredita que o assassino da advogada tenha removido os dispositivos para impedir o rastreamento das últimas ligações. Ontem, Adão Bispo de Souza, irmão do principal suspeito do crime, depôs à polícia.

"Não tenho nada

a declarar" e "o caso está em segredo de Justiça" foram as únicas frases repetidas por Adão ao deixar o prédio do DHPP, no centro de São Paulo. Os policiais queriam ouvi-lo para saber se o PM aposentado Mizael Bispo de Souza, de 40 anos, encontrou-se com os parentes em 23 de maio, último dia em que Mércia foi vista.

Indícios. Bispo, ex-namorado de Mércia, é mantido como um dos suspeitos do crime, segundo Arles Gonçalves Júnior, destacado pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para acompanhar o caso. Mas, segundo ele, ainda não há indícios suficientes para pedir a prisão temporária ou preventiva de Souza. O delegado Antônio de Olim, responsável pela investigação, não deu novas informações ontem.

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