Chinaglia diz que dividir o controle aéreo custaria bilhões

Montante seria usado para criar 2 sistemas de controle: um que cuidaria do tráfego e outro para a defesa

Sandra Hahn, da Agência Estado,

20 de julho de 2007 | 16h47

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta sexta-feira, 20, que modificar o comando aéreo nacional custaria cerca de R$ 8 bilhões, conforme estimativa que recebeu, para criar dois sistemas: um civil, que cuidaria do tráfego aéreo, e outro para uma função de defesa do espaço nacional.   Lista de vítimas do acidente do vôo 3054  O local do acidente  Quem são as vítimas do vôo 3054  Histórias das vítimas do acidente da TAM  Galeria de fotos  Opine: o que deve ser feito com Congonhas?  Cronologia da crise aérea  Acidentes em Congonhas  Vídeos do acidente  Tudo sobre o acidente do vôo 3054  Além disso, qualquer mudança demandaria um tempo de adaptação, ponderou o deputado, ao ser indagado sobre se seria favorável ao controle militar do tráfego aéreo. "Não tenho acúmulo suficiente para ter uma posição definitiva", respondeu. Chinaglia defendeu que seja feito um diagnóstico sobre se há riscos na aviação e quais seriam eles. O deputado considerou que a investigação do acidente com o vôo 3054 da TAM é prioritária. Ao ser questionado sobre o desempenho da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Chinaglia disse que não tem elementos suficientes para avaliar. Ele reconheceu que há aumento do estresse dos passageiros após o acidente com o avião da Gol, no ano passado, que aparentemente não tem relação com o desastre no vôo da TAM esta semana, conforme avaliação do deputado. O deputado observou que a imprensa fala sobre uma possível pressão das companhias aéreas sobre a Anac contra o reordenamento do tráfego aéreo. "Acho que a Anac, se transigiu, não poderia ter transigido", afirmou, defendendo que a agência faça o que é necessário para as "vidas humanas" e não para "atender interesse comercial". As empresas aéreas tentam fazer o mais adequado do ponto de vista de seu gerenciamento, disse Chinaglia, mas o gerenciamento do sistema aéreo tem que atender aos interesses da sociedade, defendeu. O deputado recordou que sua posição política e ideológica é de questionamento às agências reguladoras, pois seus dirigentes têm mandato definido, "o Congresso não controla, o presidente da República não controla e ninguém controla". "Se há alguma falha de qualquer agência reguladora, e eu tenho muita cautela em atribuir falha à Anac, mas se há nós temos que fazer denúncia, pressão e, se tem mandato, temos que rever", analisou. O presidente da Câmara acompanhou nesta sexta, em Porto Alegre, o velório do deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), que morreu no acidente do vôo 3054 da TAM.

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