Cheia do Rio Ribeira já atinge os bairros rurais de Iguape

Em Iporanga, duas comunidades quilombolas continuam ilhadas; grande parte da produção agrícola foi destruída

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2011 | 00h00

Causada pela chuva que caiu entre domingo e segunda-feira nas cabeceiras, a cheia do Rio Ribeira atingiu ontem o município de Iguape, no litoral sul de São Paulo, a 200 km da capital. No início da tarde, as águas começaram a cobrir estradas e invadir casas nos bairros rurais de Jairê, Peropava e Momuna.

Às 17 horas, a Defesa Civil do município registrava 280 desalojados e 45 desabrigados. Famílias que tiveram de deixar as casas foram levadas para escolas municipais. De acordo com a prefeitura, o nível das águas subia 2 centímetros por hora.

Ainda aumentou para 22 mil ontem o número de pessoas afetadas pelas cheias no Vale do Ribeira, segundo dados da Defesa Civil. Três cidades - Iporanga, Eldorado e Sete Barras - decretaram estado de calamidade pública e uma, Jacupiranga, está em situação de emergência. Em Eldorado, 14,6 mil pessoas foram afetadas e 1,5 mil continuam desabrigadas. Quatro bairros rurais ainda estavam isolados.

No município de Iporanga, a prefeitura iniciou mutirão de limpeza na cidade. Duas comunidades quilombolas - Pilões e Maria Rosa - continuavam isoladas após a enchente levar as balsas que atendiam os moradores.

Frio. O frio voltou ontem, com forte intensidade, em Santa Catarina. A neve que caiu na terça, quarta e quinta-feira deu vez a uma onda de frio, que derrubou as temperaturas em pelo menos 16 cidades. A mínima foi registrada por volta das 6 horas em Urupema, região de serra: -8°C. Hoje, para São Paulo, a previsão da Climatempo é de temperatura em elevação, com mínima de 9°C. / COLABOROU JÚLIO CASTRO, ESPECIAL PARA O ESTADO

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