Chegada sob o olhar de Roberto Medina

Vale a pena viajar de ônibus por oito horas, pagar R$ 1,7 mil por um quarto que não vale R$ 170 e dar plantão na internet para conseguir ingresso para ver Claudia Leitte? Giovana Vendramini diz que sim. "Faria tudo de novo. Quem debocha da Claudia no Rock in Rio não entende que esse é só o nome do evento. Cabe de tudo", contava a menina vinda de Americana (SP), estudante de enfermagem, de 18 anos.

ROBERTA PENNAFORT, RIO, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2011 | 03h02

Giovana foi uma das primeiras a chegar e a correr para perto do palco principal do Rock in Rio. Os portões se abriram pontualmente às 14 h. Perto da entrada, o idealizador do Rock in Rio, Roberto Medina, recepcionava os primeiros habitantes da Cidade do Rock. "É muito difícil fazer isso aqui. Esses sorrisos lavam a alma", disse.

Medina tinha à sua disposição um carrinho elétrico com o seu nome e a inscrição 'número 1'. Já o público gastou a sola do tênis nos 150 mil metros quadrados ocupados por dois palcos, a estreante Rock Street, quatro brinquedos (todos com filas de espera já à tarde) e os pontos de venda de bebida.

Os cambistas, que pouco depois de encerradas as vendas anunciavam na internet ingressos a R$ 1 mil (a inteira custava R$ 190), não eram vistos nas imediações dos portões, ao contrário do que aconteceu na edição de 2001.

Medina considerou natural o aumento no preço das hospedagens que foi registrado no Rio de Janeiro durante os dias do festival. "É uma questão de mercado. Quando tem demanda muito grande, o preço sobe", afirmou o organizador.

O Rock in Rio está sendo usado como uma espécie de laboratório para os megaeventos esportivos do Rio (a Copa do Mundo de futebol de 2014 e a Olimpíada de 2016). Esquemas de trânsito, transporte, segurança e hospedagem estão entre os quesitos sob observação. O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (Ecad), que é objeto de uma CPI no Senado por acusações de irregularidades, instalou um estande no festival como uma tentativa de mostrar mais transparência no sistema, e angariar simpatia pública. / COLABOROU JOTABÊ MEDEIROS

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