Silvana Garzano/Estadão e Dida Sampaio/Estadão
Silvana Garzano/Estadão e Dida Sampaio/Estadão

Chegada de Chalita faz Kassab repensar apoio total a Haddad

Ex-prefeito avalia que Haddad já definiu o PMDB, que agora terá o comando de cinco pastas, como principal aliado para 2016

Diego Zanchetta e Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

13 Janeiro 2015 | 03h00

SÃO PAULO - Com a entrada de Gabriel Chalita na gestão Fernando Haddad (PT), o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) decidiu que não vai mais fechar aliança de apoio total ao petista. Kassab avalia que Haddad já definiu o PMDB, que agora terá o comando de cinco pastas (Assistência Social, Educação, Política para Mulheres, Segurança Urbana e Controladoria-Geral), como principal aliado para 2016 - Chalita deve ser até mesmo o vice na chapa de reeleição de Haddad. Por isso, já avisou aos colegas que o PSD vai se manter na posição de “cooperação”.

Mas, para não contrariar sua bancada de vereadores na Câmara, que quer entrar para o governo, Kassab liberou Marco Aurélio Cunha ou mesmo Antonio Goulart para assumir a São Paulo Turismo (SPTuris). Antes do convite a Chalita, as pretensões eram maiores: o ex-prefeito estava disposto a pleitear o comando das secretarias de Habitação e Segurança Urbana.

“Kassab percebeu que vai ser melhor ficar neutro, com uma bancada grande na Câmara, para se posicionar nas votações, do que fechar com um governo que vai te colocar como coadjuvante em 2016”, afirmou um vereador ao Estado. Com o PMDB fora, Kassab avalia que ele pode se cacifar para entrar na disputa em 2016. E o páreo deve ser difícil. Além da dobradinha Haddad-Chalita e da possível candidatura de Kassab, a eleição pode contar com Marta Suplicy, em outro partido.

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