Chega a oito o número de presos em operação da PM em Paraisópolis

Policia montou cerco na favela na segunda-feira e deve ficar um mês na comunidade, que tem cerca de 80 mil moradores

30 Outubro 2012 | 12h04

SÃO PAULO - Chegou a oito o número de pessoas presas na operação realizada pela Polícia Militar para combater o tráfico e a criminalidade na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo.  Foi de Paraisópolis que partiu a ordem do PCC de ataque a policiais na recente onda de homicídios de agentes em São Paulo, afirmou o governo.

Os suspeitos foram detidos entre a madrugada de segunda-feira, quando começou a ação na comunidade, até as 3h desta terça-feira, de acordo com balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSPSP).

Entre os materiais apreendidos pela polícia estão cinco armas de fogo, 137 munições, 10 quilos de cocaína, 125 quilos de maconha e 50 unidades de drogas sintéticas.

A ação da PM na favela conta com efetivo de 500 homens da Tropa de Choque do 16 º Batalhão e deve se estender por cerca um mês. Um total de 100 carros, dois caminhões, 28 motos, oito cães, 60 cavalos e um helicóptero foram empregados no cerco à favela, que tem 80 mil habitantes. Um total de 12 pontos com bloqueios foram montados na segunda-feira.

De acordo com o Secretário de Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto, Paraisópolis foi o local de onde partiram algumas ordens para a execução de policiais militares no Estado, na guerra não declarada entre membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) e a polícia. Ontem foi preso na comunidade o bandido Edson Ferreira dos Santos, de 31 anos, o Nenê, apontado pela polícia como membro da facção - ele seria o responsável por fazer os "julgamentos" na comunidade, função conhecida como "disciplina".

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