Chefs vão avaliar cardápio da rede Bom Prato

Acordo prevê que, além de dar aulas a estudantes de curso de ajudante de cozinha, especialistas façam sugestões para aprimorar as refeições a R$ 1

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2012 | 03h06

O cardápio da Rede Bom Prato, programa do governo do Estado que oferece refeições com suco e sobremesa por R$ 1, vai ser analisado por chefs renomados da cozinha brasileira. Eles vão dar aulas a alunos de cursos profissionalizantes da rede e, literalmente, "meter a colher" na preparação dos pratos oferecidos nos restaurantes.

A chegada dos chefs à rede popular é resultado de um acordo assinado ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente da Associação de Profissionais de Cozinha (APC), o chef João Leme. A cerimônia foi na unidade que servirá como piloto do programa: o restaurante da favela Paraisópolis, na zona sul da capital paulista.

Os alunos são estudantes de curso profissionalizante de ajudante de cozinha de outro programa estadual, o Via Rápida para o Emprego. "O Bom Prato ficava fechado fora do horário de almoço. Agora, nesse período, os alunos estudam e recebem uma bolsa", disse o governador. As aulas começaram no ano passado, sob coordenação do Centro Paula Souza.

Com o acordo, chefs de cozinha vão ter mais contato com esses estudantes. "(O acordo) possibilita que os grandes chefs de cozinha de São Paulo façam uma palestra, contem sua história de vida, motivem nossos alunos do Via Rápida na área de gastronomia e ainda analisem nossos pratos, façam sugestões e críticas", completou Alckmin.

A promessa do governo é que, além de um curso mais refinado, os alunos tenham chances de começar no mercado de trabalho perto do topo: arrumando emprego com os melhores profissionais da cidade.

O convênio, em caráter experimental, vai durar três meses. Depois, os resultados serão avaliados e o programa poderá ser estendido para os outros 37 restaurantes da rede Bom Prato.

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