Chefs mantêm feira de comida de rua na madrugada deste domingo, em Higienópolis

Evento O Mercado corria risco de ser cancelado, mas vai ocorrer, com entrada controlada

O Estado de S.Paulo

21 Abril 2012 | 03h03

Depois de idas e vindas, reuniões com parceiros e ligações para órgãos públicos, os chefs organizadores da feira gastronômica O Mercado decidiram que o evento vai ocorrer na madrugada de amanhã. Marcada para ocorrer no pátio de um restaurante em Higienópolis, no centro, a feira corria o risco de ser cancelada, por causa da expectativa de um público muito maior do que o planejado inicialmente.

O local do evento tem capacidade para 150 pessoas. Segundo os organizadores, o espaço será fechado se o público extrapolar o limite e a entrada passará a ser controlada por seguranças.

Oficialmente, a Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras afirmou que não há impedimentos para a feira ocorrer. "Cabe ao proprietário, porém, zelar para que a realização do evento não cause incômodo no entorno", afirmou a pasta. "É importante salientar, ainda, que a subprefeitura ficará atenta ao acontecimento e, caso ocorra alguma irregularidade, tomará as medidas cabíveis."

A feira terá 13 barracas dedicadas a ofertar comida de rua aos baladeiros de plantão. Quem participar do evento poderá apreciar desde sanduíches a cebiches, tacos e doces italianos. Tudo a preços populares, que variam de R$ 5 a R$ 20. Na Galeria Vermelho, pátio do restaurante Sal Gastronomia, em Higienópolis, o evento será realizado da 0h às 5h.

Idealizada pelo chef Checo Gonzáles, a expectativa é de que a feira incentive a regulamentação da comida de rua na cidade. O segundo teste já está marcado: o encontro gastronômico será realizado durante a Virada Cultural, no próximo dia 6 de maio, em pleno Minhocão.

O cardápio deve ser semelhante, em ambas as feiras. Inclui diversas opções de sanduíches, quitutes internacionais, como a arepa venezuelana e o pastel indiano, peixes marinados, pães artesanais e doces italianos, além de coquetéis e vinho em taça. Tudo preparado e servido por chefs renomados de São Paulo.

Na lista, está Henrique Fogaça, que abriu as portas de seu restaurante para receber os colegas e, com eles, lutar pela regulamentação da comida de rua na capital. Hoje, apenas vendedores de cachorro-quente, que comercializam o produto em furgões, são autorizados a trabalhar. Todos os demais, como pipoqueiros e donos de barracas de pastel, estão fora da lei.

Segundo o chef Carlos Ribeiro, do restaurante Na Cozinha, cada barraca estima preparar até 500 porções. "Será um grande teste para a Virada Cultural e o que é melhor, a preços populares", diz. O "buraco quente", sanduíche que ele vai oferecer em sua barraca, custará R$ 10.

Além de salgados, o participante ainda poderá degustar coquetéis, vinhos e o tradicional cannoli, doce típico siciliano. E, de brinde, tirar dicas de gastronomia direto na fonte. /ADRIANA FERRAZ e RODRIGO BRANCATELLI

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