Chefe do Batalhão de Choque assume comando da PM de SP

Nivaldo Restivo foi anunciado nesta sexta-feira de deve assumir a tropa a partir de março; ele também já comandou a Rota

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

24 Fevereiro 2017 | 17h52

O comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo, Nivaldo Restivo, foi anunciado nesta sexta-feira, 24, como o novo comandante-geral da PM. Restivo vai substituir o coronel Ricardo Gambaroni, que irá se aposentar em maio. 

O secretário estadual da Segurança Pública, Magino Alves, afirmou que Restivo é um nome indicado pelo alto comando da PM para o cargo e negou que a saída de Gambaroni tenha sido antencipada por uma insatisfação do governo Geraldo Alckmin (PSDB) com o desempenho da PM e a alta nos crimes contra o patrimônio no Estado, como informou o jornal Folha de S. Paulo. 

"Minha recomendação foi que ele (Restivo) continuasse o trabalho que a PM vem fazendo", afirmou o secretário, que disse ter participado, na quinta, de uma reunião entre os dois coronéis e o governador para tratar da transição. Para Alves, a antecipação da troca de comandantes foi feita para que o processo fosse feito com tempo.

Restivo já comandou as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e outros destacamentos da PM. Ele estava de serviço no dia do Massacre do Carandiru, em outubro de 1991, e foi denunciado à Justiça por participação no espancamento de 87 presos naquela ocasião. O processo contra ele foi extinto após prescrever, sem julgamento.

O secretário Alves rebateu as acusações nesta sexta. "Todos os oficiais foram denunciados por serem os oficiais da ação. Ele (Restivo) não entrou no Carandiru nem teve contato com os presos", disse. "Cuidava da logística", disse. 

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