Chefe da fiscalização da região onde prédio desabou será exonerado

Carrasco culpou a estrutura da administração pelas falhas no monitoramento da obra em São Mateus, zona leste de SP; desabamento deixou dez mortos

Artur Rodrigues, O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2013 | 16h49

SÃO PAULO -  O coordenador de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Subprefeitura de São Mateus, Alfredo Consíglio Carrasco, será exonerado do cargo. A Prefeitura tomou a decisão depois de ele ser ouvido por vereadores na Câmara Municipal e culpar a estrutura da administração pelas falhas na fiscalização do prédio em construção que desabou no dia 27 de agosto na zona leste, matando dez pessoas.

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal das Subprefeituras não soube informar para onde Carrasco será transferido ou qual é o nome do funcionário que assumirá em seu lugar.

No caso do prédio de São Mateus, após o fiscal responsável pela obra, Valdecir Galvani, pedir demissão, nenhum funcionário foi colocado no lugar. Com isso, mesmo embargada, a obra seguiu. O procedimento correto, segundo a Prefeitura, seria registrar um boletim de ocorrência por desobediência na Polícia Civil.

Carrasco afirmou ao Estado que não havia sido comunicado pela Prefeitura sobre a decisão. Ele também afirmou que trabalhou normalmente nesta terça-feira (10) e que não daria entrevista. 

Servidor municipal desde 1991 e lotado há cinco anos em São Mateus, Carrasco disse aos vereadores que estava no cargo "a contragosto" e que era obrigado a atuar como "goleiro, zagueiro, meio de campo e técnico", em referência à ausência de fiscais no órgão, onde estão lotados sete agentes vistores. "Só que dois precisam fazer (fiscalizar) as feiras", pontuou. "Há falhas gritantes (no trabalho de fiscalização)", emendou, ao ser questionado sobre o fato de uma obra embargada estar em andamento.

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