Chapa de metal cai e mata estivador em terminal de Santos

Sindicato diz que embarque das placas de aço era feito de forma irregular no porto da siderúrgica Cosipa

Rejane Lima, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2008 | 18h24

O estivador Carlos Silveira, de 57 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira, 14, em um acidente no Terminal Marítimo Privativo de Cubatão, o porto da siderúrgica Cosipa. O estivador trabalhava no embarque de placas de aço quando uma chapa de aproximadamente 3 toneladas caiu sobre ele.   De acordo com o Sindicato dos Estivadores de Santos, o embarque era feito de forma irregular, com a empilhadeira atuando em cima da mercadoria. "A chapa escorregou e caiu em cima do trabalhador, o motorista levantou a chapa com a máquina e o trabalhador ainda estava vivo, com falta de ar. O resgate demorou 20 minutos para chegar", disse o diretor do sindicato Marco Antonio Bonfim.   O sindicato acionou os órgãos responsáveis - Cosipa, Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO), Marinha e Delegacia Regional do Trabalho (DRT) - para que sejam tomadas medidas de segurança efetivas no cais.   "Queremos que o DRT tome providências. Já cansamos de marcar reuniões com a Cosipa para falar de segurança, mas a empresa não comparece", protestou o sindicalista. Bonfim destacou outros acidentes na siderúrgica do Grupo Usiminas, como o do estivador que teve a mão decepada em janeiro, durante operação no porão de um navio.   Em nota, a Cosipa informou que os trabalhadores avulsos são treinados, capacitados e escalados pelo OGMO para esta atividade específica, não havendo empregados da siderúrgica envolvidos na operação no local da morte.

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