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Chanel abre loja no Iguatemi, que dará o padrão mundial

Símbolo de luxo, a grife resolveu assumir o controle total da venda dos seus produtos no País e inovou no design do espaço paulistano

Valéria França, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2010 | 00h00

Ícone do mercado de luxo feminino, a Chanel abre amanhã no Shopping Iguatemi, no Jardim Paulistano, região nobre de São Paulo, a primeira loja na América Latina. A grife até então só vendia sua coleção por meio de uma licença concedida à Villa Daslu.

Agora, foi além. Inovou no design da loja paulistana, que será modelo para o restante do mundo. Peter Marino, arquiteto responsável pelo visual de todas as unidades da marca, deu face mais fashion à decoração.

A trama do tweed, tecido que virou marca registrada da grife com tailleurs, está presente no carpete do chão, nas poltronas e bancos, mas num tom mais azulado. A loja ganhou quatro telas de LED horizontais, colocadas sobre um suporte azulado, onde passam os desfiles. E um córner especial para os relógios.

"A Chanel é com certeza um dos maiores símbolos do mercado da moda de luxo no mundo", diz Silvio Passarelli, diretor do programa da Gestão do Luxo, na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), no Pacaembu, zona oeste. "Uma grife como esta não chega ao País sem muito estudo mercadológico. Isso quer dizer que hoje o consumidor paulistano está preparado para dar valor à marca. Ele não compra mais só por esnobismo."

São Paulo tem cerca de 35 marcas internacionais, mas de alto luxo feminino, e com loja administrada pela marca, são quatro. Além da Chanel, Dior, Louis Vuitton e Gucci (veja quadro).

Toda a coleção de alta costura da Chanel é feita à mão. E a linha prêt-à-porter, que o consumidor vai encontrar na loja, tem um acabamento primoroso. Só para dar uma ideia, dentro da barra do casaco do blazer é colocada uma corrente para que o caimento seja perfeito. Preocupada em manter esse padrão, a marca comprou os principais ateliês de bordado de Paris, que estavam fechando por falta de investimento. "Não existe mais mão de obra tão qualificada como esta. Por isso, a marca resolveu preservar a cultura", diz Marie Solari, diretora de Relações Públicas para a América Latina.

Inverno. Para o consumidor, a grande diferença, a partir de amanhã, é a vitrine, que será igual a de Paris e das outras 170 lojas espalhadas pelo mundo. Ao entrar na loja, o consumidor vai estranhar. O que se vê é um manequim vestido com uma bota e uma saia de pelos longos em plena primavera. É a coleção de inverno, de Karl Lagerfeld, que acaba de chegar aqui.

VIERAM ANTES

Dior

Começou seus trabalhos no Brasil em 1954. Tem uma cartela de 2.100 clientes, mas apenas 1.200 são compradores constantes. Destacou-se em 2009 como a 2ª loja da marca no mundo em melhor atendimento. As roupas em São Paulo custam 20% a mais do que em Paris. Oferece serviços, como a entrega da mercadoria em casa, stylist e consertos gratuitos.

Louis Vuitton

A loja da marca foi aberta em 1989. As roupas em São Paulo custam 30% a mais do que as compradas em Paris. Dá manutenção gratuita em mercadorias com até 15 anos de uso da grife. Todas as roupas e bolsas têm uma numeração que identifica o ano em que foram fabricadas. Também oferece o serviço de personalização das bolsas da linha Meu Monograma. Pode-se colocar listas horizontais e verticais de cem cores diferentes.

Gucci

Aterrissou em São Paulo no fim de 2008. Dá manutenção nas peças com no máximo um ano de uso. Tem cadastro de 10 mil clientes.

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