Chance de CPI na Câmara é zero

Bastidores: Diego Zanchetta

O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2012 | 03h04

A movimentação discreta da oposição na Câmara Municipal, após as denúncias contra Hussain Aref Saab, indicam que o escândalo envolvendo o assessor do prefeito Gilberto Kassab (PSD) pode tornar-se suprapartidário. Aref gravitou por todas as gestões desde Jânio Quadros (1985-1988), sempre à frente da aprovação dos principais projetos da cidade.

Nos últimos 27 anos, o assessor só ficou afastado da cúpula que libera empreendimentos na capital por seis meses, em 1991, no governo Luiza Erundina (1989-1992). Aref transitou nas lideranças de todos os partidos que estiveram no comando do Executivo. Ontem, a disposição em investigar o suposto esquema de fraude comandado por Aref se resumia a 3 dos 55 vereadores - Aurélio Miguel (PR), Antonio Donato (PT) e Adilson Amadeu (PTB) são hoje os oposicionistas "puro sangue" do Legislativo. A tropa kassabista já entrou em cena e a chance de uma CPI ser aberta para investigar o caso é nula.

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