Chaminé do século 19 é tombada na Mooca

Da antiga instalação da Companhia União dos Refinadores, na Mooca, só sobrou a chaminé. E, agora, ela terá de permanecer intacta. Ontem seu tombamento foi publicado no Diário Oficial da Cidade.

Luiz Guilherme Gerbelli, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2010 | 00h00

Os antigos galpões da fábrica, que tomavam conta do terreno, foram demolidos e depredados antes do início da avaliação do processo de tombamento, em 2007. Assim, diz a Secretaria Municipal de Cultura, foi impossível avaliar todos os imóveis.

No terreno, a Cyrela vai construir um empreendimento imobiliário. Intitulada de Luzes da Mooca, a obra, segundo a empresa, vai preservar a chaminé. Por meio de nota, a construtora disse que a preservação do bem é de extrema importância e prometeu "restaurá-la e integrá-la ao projeto de forma harmônica".

O tipo de empreendimento que será construído no local vai ser conhecido apenas no próximo mês. A decisão pelo tombamento determina que qualquer construção, em um raio de 15 metros, deve ser aprovada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).

O processo de tombamento teve início em 2008, mas só no início deste mês se decidiu tornar a chaminé um bem cultural.

A medida foi recebida com alívio pelos moradores do entorno da antiga companhia. "É um marco da época. A empresa era um símbolo da industrialização da Mooca", diz o engenheiro aposentado Antônio Ferraz Neto, de 69 anos. Ele classifica como "assustadora" a mudança pela qual a Mooca atravessa. "Na minha rua, ao lado da antiga fábrica, ficará difícil estacionar."

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