Chama o João!

Tá feia a coisa!

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2012 | 03h06

Se somar o futebol de Vasco, Corinthians, Fluminense e Santos na rodada de meio de semana da Libertadores, não dá um time decente! Ninguém jogou absolutamente nada! A má fase dos brasileiros em campo parece que se agrava à medida que 2014 se aproxima!

Papo de moleque

Tem gente por aí maldando o torpedo que Cândido Vaccarezza mandou pro celular de Sérgio Cabral declarando que "você é nosso e nós somos teu". Bobagem! O deputado e o governador são amigos de infância. Pulavam carniça juntos e tudo!

Primeira pedra

Sem querer aqui defender o ministro Fernando Pimentel, se a gente for condenar toda autoridade que já brincou de aviãozinho com João Dória Júnior, vai precisar fazer um puxadinho na Papuda. O empresário, como se sabe, é o melhor amigo dos homens!

Austeridade total

União Europeia já fala em cortar até o colchão dos gregos. Em Atenas, como se sabe, ninguém mais guarda dinheiro no banco.

CCAG de rir

Como homem de rádio, profissional da palavra falada, Anthony Garotinho devia repensar a sigla do centro cultural que leva seu nome. CCAG, francamente, pode ser de rir, mas também de medo, de nome sujo na praça ou simples dor de barriga.

Não vai acontecer, mas que bom seria se a certa altura da CPI do Cachoeira seu relator, o deputado mineiro Odair Cunha, convocasse João Emanuel Carneiro para lhe conferir uma supervisão autoral: "Não estou dando conta desse trem aqui, não, sô!" - o deputado precisaria reconhecer tal limitação para pedir ajuda ao teledramaturgo da novela das 9.

Falta à CPI um roteiro como o de Avenida Brasil (TV Globo) para prender a atenção do brasileiro pelos próximos meses de exposição diária do assunto nas manchetes do noticiário. João Emanuel é craque nesse negócio!

No Congresso, como na televisão, não é fácil montar uma história que logo de cara põe em cena 51 personagens, 36 deles com sigilo quebrado, sugerindo uma intrincada rede de intrigas, maldades, conspirações, traições e mistério.

Lamentavelmente, o Brasil não produz CPIs com os mesmos cuidados de suas novelas. Nos folhetins de TV, como se sabe, o bandido quase sempre se dá mal no final: quando não vai preso, morre ou fica doido de pedra.

A ideia de recorrer ao auxílio luxuoso do melhor autor de novelas da atualidade chegou à internet na campanha "Chama o João, Odair!" Participe!

Já viu este filme

Alguém precisa tirar aquele copo d'água da frente do Pedro Simon na bancada parlamentar da CPI do Cachoeira. Ou o senador vai acabar ferindo a testa numa daquelas cabeçadas secas, pra frente, de cima pra baixo, que todo mundo dá quando cochila sentado.

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