Cetesb afirma que não solicitou placas de interdição

As placas instaladas na USP Leste apontando contaminação e "riscos à saúde" - e que provocaram greve de professores e funcionários e o afastamento do diretor - não foram exigências da Cetesb. A companhia ambiental reafirmou nesta quarta-feira, 11, que a decisão pela instalação foi da USP.

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2013 | 02h02

"A Cetesb não interditou a área, não solicitou a colocação de cartazes indicando esta suposta interdição e não considera o local sob risco à saúde", informou o órgão, em nota encaminhada nesta quarta-feira, 11. A companhia defende que "apenas foi solicitado o isolamento das áreas para impedir a circulação de pessoas pelos locais, que ainda serão objeto de uma investigação detalhada", referindo-se à área onde foi despejada terra irregular - que fica no centro do câmpus. Ontem, as placas foram retiradas.

Questionada pela reportagem, a USP insistiu que a colocação das placas de advertência e o cercamento da área foi "determinação da Cetesb". Em nota, encaminhou trecho de relatório produzido pela Superintendência do Espaço Físico.

A USP Leste obteve a Licença Ambiental de Operação que autoriza seu funcionamento em novembro do ano passado, oito anos depois de ter iniciado suas atividades. A advogada Renata Amaral, especialista na área de Meio Ambiente, afirmou ser comum áreas obterem licença mesmo tendo passivos ambientais. "O processo todo leva muitos anos e medidas de remediação e investigação são conjuntas", declarou. / P.S.

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