Márcio Fernandes/AE
Márcio Fernandes/AE

CET vai ampliar os 'puxadinhos' azuis para pedestres

Projeto de avanço de calçadas já está em 77 vias da capital paulista e serve para facilitar a travessia

Camilla Haddad, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2012 | 07h42

Para aumentar ainda mais a segurança na travessia de pedestres, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai ampliar o projeto de avanço de calçadas, que já está em 77 ruas de São Paulo. A medida inclui uma pintura azul no asfalto e cones fixos com faixas refletivas para delimitar o aumento da área do passeio. Com isso, a pessoa leva menos tempo para fazer a travessia em curvas ou cruzamentos movimentados. A ideia foi trazida de Nova York.

Segundo a CET, um novo lote está programado, mas os endereços não foram divulgados. Conhecido como "puxadinhos" azuis para calçadas, o projeto começou a ser testado em agosto do ano passado, no Largo do Paiçandu, esquina com a Rua Capitão Salomão, no centro. Aos poucos, passou a ocupar outros locais.

Os motoristas que desrespeitam a nova área são multados. A infração é considerada gravíssima e rende multa de R$ 574,61, além de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Agentes de trânsito têm monitorado os locais com os novos equipamentos.

Para o presidente da Associação Nacional de Pedestres, Eduardo Daros, iniciativas que ajudam os pedestres são sempre importantes. "Esse estreitamento da rua é muito positivo, porque a pessoa atravessa sem risco. Até o segundo veículo acaba respeitando o pedestre porque não tem como passar o que está na frente dele e antes havia muito abuso", afirma.

Daros ressalta que outras medidas precisam ser colocadas em prática, entre elas um controle mais rigoroso de velocidade dos veículos nas ruas. "Na minha opinião, os pedestres têm sido mais respeitados agora, mas as punições aos motoristas também aumentaram", pondera.

Repercussão. A sinalização para os pedestres está em toda parte: na Alameda Jaú com a Avenida Rebouças, nos Jardins, na Rua Bresser com a Rua Pires do Rio, na zona leste, e na Rua Duarte de Azevedo com a Voluntários da Pátria, zona norte. Quem passa perto dos avanços de calçadas acha que a estrutura pode ter data de validade. "Para falar a verdade não acho que vai durar tanto tempo. Esses cones vão acabar sendo destruídos por caminhões e outros carros", diz o eletricista Maurício Correia, de 29 anos.

Já a decoradora Sueli Pereira Costa, de 59, se sente protegida como pedestre, mas achou os cones exagerados. "São feios e para mim bastava só a faixa azul."

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