CET: respeito foi 16% maior com campanha

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgou um balanço do primeiro ano do programa de proteção aos pedestres. No levantamento, informa que "o respeito do motorista em relação ao pedestre aumentou 16%" no período em São Paulo. Outro dado destacado pela CET como positivo é o fato de os condutores acionarem a seta para dobrar as esquinas 8% mais vezes do que faziam antes do programa.

O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2012 | 03h05

A pesquisa, feita "por meio de contagem objetiva e entrevistas qualitativas", ocorreu em quatro cruzamentos - nas Ruas Haddock Lobo, Maria Paula, Álvaro de Carvalho e Quintino Bocaiuva, todas na região central - entre 24 de abril e 4 de maio.

Apesar de a CET afirmar que os motoristas têm dado mais preferência a quem está a pé nas ruas, alguns pedestres não vêm sentido isso em seu dia a dia. O encanador Reginaldo Antonio Gomes, de 41 anos, diz que na Radial Leste ainda há muito desrespeito por parte dos condutores. "Aqui, quando não tem radar ou marronzinho perto, o pedestre não vale nada, mesmo na faixa."

Já o universitário Felipe Geciani, de 19 anos, diz que atravessar na faixa na esquina das Ruas Pedroso e Barão de Ijuí, na zona sul, é arriscado. "Quando a CET está por perto, os agentes se preocupam bem mais é com a fluidez do trânsito."

No total, 617 pessoas morreram atropeladas em São Paulo em 2011. Trata-se ainda da principal causa de morte relacionada ao trânsito. Em 2010, haviam sido 630 mortes. Do total de pedestres mortos, 73% eram homens e 23%, aposentados. Levando-se em conta todos as mortes no trânsito da capital, houve apenas 53 casos em que pessoas com mais de 80 anos foram mortas - 50 delas, atropeladas. /C.V.

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