CET nega pedido para mudar direção de vias

Moradores fizeram a proposta que, segundo eles, ajudaria o tráfego a fluir e, assim, reduziria os assaltos

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2011 | 00h00

A reivindicação de moradores e comerciantes do Morumbi e região não se restringe apenas à presença da polícia. Mudanças pequenas nas vias poderiam contribuir para baixar a criminalidade, segundo eles.

"Essa lombada eletrônica força os motoristas a reduzir a velocidade e é um prato cheio para os trombadinhas", diz Cristina de Morais, moradora do Morumbi que tem uma loja nas imediações do "ladeirão".

As discussões chegaram ao Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Portal do Morumbi, que sugeriu à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que a mão de direção da Rua Francisco Tomás de Carvalho fosse mudada.

"Se a via fosse mão única, aceleraríamos o tráfego e eliminaríamos o semáforo com a Avenida Giovanni Gronchi, um ponto de muitos assaltos", afirma o presidente do Conseg, Celso Neves Cavallini.

A proposta inclui tornar uma via a quatro quarteirões dali, a Clementino Brener, também mão única - no sentido contrário, formando um sistema binário de tráfego.

"Evitaríamos o congestionamento da descida do "ladeirão" e o trânsito seria normalizado com a mão única na outra rua."

A proposta também foi encampada pelo Batalhão da Polícia Militar, que questionou a CET.

"Inviável". Mas os dois pedidos foram negados. Segundo a CET, a solicitação foi considerada "tecnicamente inviável" porque a adoção de sentido único pode elevar o risco de acidentes por causa da declividade acentuada da rua.

A companhia ainda argumenta que a medida poderia acarretar prejuízo ao acesso à Giovani Gronchi, sobrecarregando as vias alternativas.

Também prejudicaria a acessibilidade dos moradores da favela, uma vez que os motoristas teriam de percorrer uma distância maior e gastar mais tempo para contornar a quadra e ter acesso às suas residências.

Crítica. "A inviabilidade técnica é um absurdo, não mudaria nada no trânsito e sairia mais barato que policiamento", diz Cavallini.

O comandante da Companhia do 16.º Batalhão da Polícia Militar, Edinaldo Soares Alexandre, ressalta outras ações.

"Reforço na iluminação e até poda bem feita das árvores podem também melhorar a sensação de segurança e a atuação dos policiais."

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