Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

CET multará motorista que desrespeitar pedestre a partir do dia 8

Valor da infração pode chegar a R$ 191,53 e até 7 pontos na CNH; fiscalização começa no centro

estadão.com.br

19 Julho 2011 | 18h51

SÃO PAULO - A partir do dia 8 de agosto, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai começar a aplicação de multas a motoristas que desrespeitam os pedestres. Apesar de estarem previstas no Código de Trânsito Brasileiro, essas infrações praticamente passavam em branco, o que contribuiu para o aumento do desrespeito na capital.

 

A fiscalização vai focar três enquadramentos do código: deixar de dar preferência aos pedestres sobre a faixa de segurança, não dar preferência quando as pessoas a pé não terminaram de atravessar uma rua (mesmo que o semáforo para carros já esteja aberto) e não dar a preferência aos pedestres quando o motorista vira em uma rua transversal.

 

Os dois primeiros casos são infrações gravíssimas com multa de R$ 191,53 e perda de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação. A última é infração grave, com multa de R$ 127,69 e rende 5 pontos na CNH. A CET também afirma que vai intensificar a fiscalização contra motoristas que não dão seta ao entrar em uma rua e contra quem para sobre a faixa, quando o semáforo fecha.

 

A medida começará a valer na 1ª Zona de Máxima Proteção ao Pedestre (ZMPP), que abrange a região central da cidade. A CET ainda não estipula data para estendê-la para o restante da cidade.

 

A campanha de proteção aos pedestres paulistana começou em 11 de maio na região do centro. Em cem cruzamentos - escolhidos em esquema de rodízio -, agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e orientadores garantem a proteção aos pedestres sobre a faixa de segurança entre as 6 e as 13 horas, de segunda a sexta-feira.

'Mãozinha'. Desde 31 de maio, foi instituído em São Paulo o gesto do pedestre. Uma pessoa a pé que quiser atravessar uma rua ou avenida na faixa de pedestres onde não há semáforo específico deve esticar o braço à frente - desde que considere segura a velocidade do automóvel mais próximo, para que ele não seja obrigado a frear bruscamente. Todos os motoristas deveriam parar ao ver esse sinal do pedestre, mas essa é uma realidade que ainda não se vê atualmente pela cidade. 

 

 
Texto atualizado às 20h30.
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