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CET fotografa ponto onde modelo de bike foi atropelada

A ciclista Mariana Luvinalli Rodriguez, de 25 anos, teve piora no quadro e seu estado de saúde é considerado 'gravíssimo'

Rafael Italiani e Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

03 de setembro de 2015 | 19h30

SÃO PAULO - A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) esteve na tarde desta quinta-feira, 3, na ciclovia da Avenida Brigadeiro Faria Lima para fotografar o ponto onde a ciclista Mariana Livinalli Rodriguez, de 25 anos, foi atropelada por um ônibus. A jovem, que é modelo, teve traumatismo craniano. Segundo o Hospital das Clínicas, o estado dela é “gravíssimo”.

Um agente da CET registrou os semáforos - incluindo os dos ciclistas - no cruzamento da avenida com a Rua Chopin Tavares de Lima. A polícia suspeita de que ela tenha desrespeitado o sinal vermelho para bikes.

Mariana trafegava pela ciclovia no sentido Praça Panamericana e atravessou o cruzamento. O coletivo estava no mesmo sentido pela avenida e fazia uma conversão à esquerda, momento em que atingiu a modelo com a parte esquerda do veículo. O caso foi registrado no 14.º DP (Pinheiros) como lesão corporal culposa (sem intenção). 

No boletim de ocorrência, o motorista do ônibus afirmou que a vítima “não observou o semáforo fechado para ela e atravessou a via”, diz o documento da polícia. Dois peritos do distrito policial foram até o cruzamento e relataram no documento que “possivelmente a vítima não observou o semáforo desfavorável” para ela. 

Nesta quinta, o prefeito Fernando Haddad (PT) comentou o acidente. “Vamos aguardar esse inquérito, vamos verificar o que aconteceu. Vamos deixar a perícia avaliar antes de ficar pré-julgando o comportamento seja do motorista, seja da ciclista.”

A Prefeitura não disse se haverá alguma alteração no local. 

Capacete. Para Daniel Guth, diretor do Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), o capacete, que ela não usava, poderia ser indiferente no resultado da lesão. “Se ela estivesse usando, o próprio equipamento poderia dar a mesma lesão”, afirmou. 

"Com esses episódios surgem oportunistas querendo obrigar o uso de capacete. Acredita-se ainda que a segurança do ciclista está nos equipamentos de proteção e não na humanização da cidade e do trânsito. O ciclista que usa capacete se coloca mais em situações de risco", disse Guth. Para ele, o ponto onde a modelo foi atropelada é "confuso". 

O médico Dirceu Rodrigues Alves Junior, do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), disse que o equipamento protege apenas a parte superior da cabeça e “não o crânio como um todo”. "A cabeça tem de ser protegida como um todo, com viseira e protetor de mandíbula, semelhante como o motociclista. Os ciclistas não vão usar, mas nossos motociclitas também não queriam até serem obrigados", disse.

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