Elisa Rodrigues/CET
Elisa Rodrigues/CET

CET faz 'puxadinho' de concreto para pedestre

Avanços estão sendo construídos em 25 esquinas da zona sul da capital paulista; objetivo da Prefeitura é reduzir o tempo de travessia nas faixas

CAIO DO VALLE , JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2012 | 03h05

Depois de pintar o asfalto com tinta azul, a Prefeitura começa a usar algo mais duradouro para estender as calçadas e ampliar a segurança de quem atravessa a pé as ruas de São Paulo: o concreto. Os novos avanços, também conhecidos como "puxadinhos", estão sendo construídos em esquinas da zona sul, em avenidas como a 11 de Junho, na Vila Mariana, e a Jabaquara, na Saúde.

O objetivo é reduzir o tempo que os pedestres gastam andando rua, diminuindo, assim, os riscos de atropelamento. A solução vem sendo adotada em 25 pontos da capital. "Além disso, diminuindo o tempo de travessia do pedestre, ganha-se tempo no semáforo. Também acaba sendo facilitada a visibilidade de quem está a pé pelos motoristas", diz José Eduardo Canhadas, gerente de trânsito da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Isso porque os pedestres avançam um pouco mais no campo de visão dos condutores sem precisar sair da calçada.

Segundo Eduardo José Daros, presidente da Associação Brasileira de Pedestres (Abraspe), esse afunilamento contribui para que veículos à direita - principalmente peruas, furgões e veículos maiores - deixem de atrapalhar a visão dos motoristas dos carros ao lado, que muitas vezes ficam impossibilitados de enxergar as pessoas na faixa, e vice-versa. "O 'puxadinho' empurra o carro e dá mais visibilidade a ele também. O pedestre acaba não sendo surpreendido."

Velocidade. Outro aspecto positivo, segundo Daros, é que o afunilamento dos puxadinhos vai obrigar que os veículos reduzam a velocidade ao se aproximar da travessia. "Qualquer estreitamento da pista obriga os veículos a terem mais cautela."

O especialista pondera, no entanto, que as esquinas podem não ser os locais mais apropriados para os avanços de calçada. "Ali é o lugar onde o carro quer entrar direto e rápido, para não entupir o trânsito atrás. O motorista não quer ficar esperando o pedestre." Por causa disso, ele suspeita que, em certos casos, possa haver "conflitos" entre os motoristas e quem está a pé.

Até agora, a CET já fez 43 puxadinhos em parceria com a Subprefeitura da Vila Mariana. Esquinas de ruas movimentadas, como a Desembargador Policarpo de Azevedo, a 1.º de Janeiro, a Domingos de Morais, na Vila Mariana, foram as primeiras a receber as intervenções.

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