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CET adia fim dos cartões de papel da Zona Azul

Eles deixariam de ser aceitos a partir deste sábado, mas agora a mudança ficou para 4 de dezembro

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2016 | 21h35

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) decidiu adiar o fim dos cartões de papel da Zona Azul na cidade. Eles deixariam de ser aceitos a partir deste sábado, 19, mas agora a mudança ficou para 4 de dezembro. Em nota, a CET informou que a mudança serviria para “facilitar o uso” da Zona Azul Digital, opção existente desde julho.

A migração dos sistemas vinha causando polêmica porque, agora, os motoristas seriam obrigados a ter celular com acesso à internet, um dos quatro aplicativos credenciados pela CET para vender os novos cartões eletrônicos e um sistema de pagamento eletrônico (cartões de débito ou crédito) - ou pagar no banco, via boleto. A opção a tudo isso é comprar os cartões em postos autorizados. 

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) chegou a enviar um ofício à CET, segundo informou em nota, pedindo o adiamento do prazo. O motivo foi o fato de o número de postos autorizados não ser, na avaliação da entidade, suficiente para atender toda a cidade. “Das 63 áreas com serviço de Zona Azul na cidade, 17 estão sem nenhum posto de venda. Exemplos disso são os bairros de Pompeia, Paraíso, Guaianases e até a região do Aeroporto de Congonhas”, informou o Idec, na nota.

A Prefeitura disse que não tinha conhecimento do ofício enviado pelo órgão e a decisão de adiar o fim da validade dos bilhetes já havia sido tomada quando o Idec divulgou a nota. Entretanto, a gestão Fernando Haddad (PT) afirmou que iria avaliar as informações repassadas pelo instituto. 

Transição. Os cartões de papel deixarão de ser vendidos e os pontos de venda deles, fechados. Até o dia 30 de dezembro, quem ainda tiver os papéis poderá pedir o reembolso dos valores de face para a CET, mas a companhia divulgou apenas um local de atendimento para a cidade inteira. Fica na Rua Senador Feijó, no centro da cidade. 

Ainda segundo a companhia, esse reembolso não será em dinheiro. O dono dos cartões terá de instalar um dos aplicativos de Zona Azul no celular e ter uma conta ativa. Os valores serão transformados em créditos eletrônicos e depositados no aplicativo do cidadão em até 24 horas. Assim, só poderão ser usados para validar o estacionamento nos locais da Zona Azul. 

PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. O que muda?

Os cartões de papel deixarão de ser aceitos. O motorista deverá baixar um aplicativo e comprar cartões eletrônicos.

2. Como funcionam os cartões digitais?

Os aplicativos estão na Apple Store e na Google Play. O motorista faz um cadastro no aplicativo e compra os cartões. Quando vai parar em uma vaga que é Zona Azul, entra no aplicativo novamente e ativa um dos cartões.

3. Como fica a Zona Azul em locais especiais, como o Parque do Ibirapuera?

O cartão digital tem validade de uma hora. Em locais especiais, como o Ibirapuera e o Parque da Aclimação, o cartão vale por duas horas. 

4. E se eu não tiver celular, não tiver o aplicativo ou estiver sem sinal de internet?

Aí a saída é procurar locais autorizados a fazer a venda dos créditos eletrônicos, como bancas de jornal. 

5. O que faço com os cartões de papel da Zona Azul que já havia comprado?

Serão substituídos por créditos eletrônicos, mas para isso o motorista deve ir à CET, na Rua Senador Feijó, 143, 1.º andar, no centro, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira, até o dia 30 de dezembro. 

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