Cervejaria rompe lacre e abre em São Paulo

Primeira casa fechada descumpre ordem

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

05 Abril 2012 | 03h05

Obrigada a permanecer com as portas fechadas por 30 dias depois de desrespeitar pela quarta vez a Lei Antifumo, a Cervejaria Polo North, na zona norte da capital, descumpriu a determinação da vigilância sanitária e reabriu na terça-feira à noite, quatro dias depois de ser lacrada. O responsável foi levado ao 20.º Distrito Policial (Água Fria) e autuado por inutilização de edital ou sinal.

Misto de bar e casa de shows, o lugar, na Avenida Nova Cantareira, é alvo de reclamações de vizinhos e tem um histórico de problemas com a polícia. A Polo North foi o primeiro estabelecimento a descumprir por quatro vezes a legislação que proíbe o fumo em ambientes fechados. A primeira autuação foi em setembro de 2009, um mês após a Lei Antifumo entrar em vigor. Depois, foi autuada novamente em janeiro de 2010, em abril de 2011 e agora em março deste ano.

Os policiais souberam que haveria show a partir das 22 horas da terça-feira e se anteciparam. Chegaram uma hora antes ao local. Quando o lacre foi rompido, os policiais chamaram os agentes da vigilância sanitária. "Eles foram pegos de calças curtas. Depois disso, deixamos uma viatura na frente da casa até as 4 horas", disse o capitão Marcelo Reco, da 3.ª Companhia do 43.º Batalhão da Polícia Militar.

Reclamação. Problemas com a vigilância sanitária são apenas parte da lista de reclamações contra a cervejaria. Vizinhos se queixam do barulho dos shows e dos frequentadores, que circulam na frente da casa de show com som alto durante a madrugada. "Costumamos fazer operações de trânsito no local para flagrar alguma infração. Em relação ao barulho, o problema é que nem sempre o denunciante vai até o DP para registrar a queixa."

Na Prefeitura, a situação da Polo North é regular. O estabelecimento foi multado em dezembro de 1999 por desrespeitar o Programa de Silêncio Urbano (Psiu). Depois disso, foram feitas vistorias que não detectaram nenhuma irregularidade.

Arbitrariedade. O proprietário Roberto de Oliveira, de 33 anos, afirmou que tem toda a documentação necessária para manter aberta a cervejaria e que foi informado por seu contador de que poderia abri-la.

Oliveira criticou a forma como a casa foi autuada pela quarta vez. "Perguntei quem era a pessoa que ela (a agente da vigilância sanitária) viu fumando e ela disse 'eu vi, pronto e acabou'. Não localizei o fumante nas nossas filmagens." Ele disse que é dono da casa há dois meses e que cumpre a legislação antirruído.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.